Lisboa é uma cidade que encanta à primeira vista. Entre colinas banhadas pelo sol, ruas de calçada portuguesa e miradouros com vistas deslumbrantes sobre o rio Tejo, a capital portuguesa combina história, cultura e uma energia vibrante que conquista qualquer visitante.
A boa notícia é que Lisboa é perfeita para ser explorada a pé ou de transportes públicos, permitindo conhecer muito em pouco tempo. Com um planeamento inteligente, é possível visitar os principais pontos turísticos sem correrias e ainda descobrir recantos especiais que poucos turistas conhecem.
Neste artigo vais encontrar um roteiro detalhado para aproveitar Lisboa ao máximo, organizado de forma prática para que não percas nada do que a cidade tem de melhor. Prepara-te para viver dias intensos na capital portuguesa.

Onde fica Lisboa?
Lisboa é a capital de Portugal e está localizada na costa oeste do país, banhada pelo oceano Atlântico e atravessada pelo rio Tejo. A cidade encontra-se no extremo sudoeste da Europa, o que lhe confere um clima ameno durante grande parte do ano. A sua posição geográfica privilegiada fez de Lisboa um importante ponto de ligação entre a Europa, África e América durante a Era dos Descobrimentos, algo que ainda hoje se reflete na sua cultura e arquitetura.
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Breve Introdução Histórica sobre Lisboa
Origens antigas
- Há vestígios humanos desde a pré‑história. Com os romanos (séc. II a.C.–V d.C.), a cidade chamou‑se Olisipo, um porto próspero ligado ao império.
Período islâmico (séc. VIII–XII)
- Conquistada pelos muçulmanos, passa a al‑Ushbuna. Crescem as muralhas, os bairros intramuros (como a futura Alfama) e o comércio mediterrânico.
Reconquista e capital do reino
- Em 1147, D. Afonso Henriques toma Lisboa.
- Em 1255, Lisboa torna‑se capital de Portugal, crescendo à volta do castelo e da Sé.
Era dos Descobrimentos (séc. XV–XVI)
- A partir de Belém, partem expedições que ligam Europa, África, Ásia e Brasil.
- A riqueza do império deixa marcas na arte manuelina (Mosteiro dos Jerónimos, Torre de Belém).
Terramoto e cidade pombalina (1755)
- O terramoto de 1755, seguido de incêndios e tsunami, destrói grande parte da cidade.
- O Marquês de Pombal reconstrói a Baixa com traçado ortogonal e edifícios “anti‑sismo”: nasce a Baixa Pombalina.
Séculos XIX–XX
- Industrialização, abertura de avenidas (como a Avenida da Liberdade), crescimento urbano.
- 1910: implantação da República.
- Ditadura do Estado Novo (1926–1974) e, depois, a Revolução dos Cravos (1974), que devolve a democracia.
Lisboa contemporânea
- 1986: entrada de Portugal na CEE acelera a modernização.
- Expo ’98 transforma o Parque das Nações e projeta a cidade internacionalmente.
- Nas últimas décadas, Lisboa revitaliza bairros históricos, reforça o turismo e afirma‑se como hub cultural e tecnológico.
Porque isto interessa a quem visita
- Alfama e Castelo: traça medieval/islâmica.
- Baixa–Chiado: urbanismo pombalino pós‑1755.
- Belém: monumentos da expansão marítima.
- Parque das Nações: face moderna da cidade pós‑Expo.
Quando visitar Lisboa?
- Em qualquer altura: Lisboa é fascinante sempre! A sério! 😉
- Para festas populares e vida na rua: junho (mês dos Santos Populares).
- Para praia e festivais: julho–início de setembro. Festivais de música: NOS Alive (julho) e MEO Kalorama (início de setembro).
- Para preços baixos e museus sem filas: novembro–fevereiro.
Lisboa Card – Vale a pena fazer?
Comprar o Lisboa Card pode, ou não, valer a pena. Tudo depende da forma como o tencionas utilizar e do teu estilo de viagem. O Lisboa Card é super vantajoso se pretenderes visitar o maior número de museus todos num dia ou em 2 dias, o que não é muito prático para quem gosta de seguir um roteiro, e ir descobrindo a cidade pouco a pouco, zona a zona.
Deixo que sejas tu a decidir se é vantajoso, tendo em consideração toda a informação presente no site oficial do Lisboa card. Se o quiseres usar, o teu roteiro terá de ser preparado com ele em foco, para ser vantajoso!
Se eu fiz o Lisboa Card na minha visita mais recente a Lisboa? Sim, e poupei imenso, apesar de também ter gasto imenso! 😀 Eu queria visitar muito bem Lisboa!
Excursões para visitar Lisboa e arredores
Excursões para visitar Lisboa:
- Passeio de barco ao pôr do sol com DJ e bar aberto
- Excursão turística de 1,5h em veículo anfíbio em Lisboa
- Visita Guiada por Lisboa
- Lisboa: Passeio privado de Tuk tuk
- Lisboa: Tour pelo Estádio da Luz e entrada no Museu do SL Benfica
- Lisboa: História, Estórias e Estilo de Vida Walking Tour
- Excursão gastronómica com 18 degustações no bairro de Alfama
- Lisboa: cruzeiro turístico pelo rio Tejo
- Lisboa: Espetáculo de Fado e Vinho dentro das Muralhas Medievais
- Aula de Pastel de Nata em Lisboa
- Lisboa: Pub Crawl com bar aberto e entrada no clube VIP
Excursões para visitar os arredores de Lisboa:
- De Lisboa: Sintra, Pena, Regaleira, Cabo da Roca e Cascais
- De Lisboa: Fátima, Nazaré, Batalha e Óbidos
- De Lisboa: Experiência de Kayak em Sesimbra
- De Lisboa: Passeio de barco para observação de golfinhos
- Excursão de degustação de Vinhos na região de Setúbal
- Excursão ao Algarve a partir de Lisboa
- Excursão a Évora a partir de Lisboa
- Excursão a Tomar e ao Castelo de Almourol
O que comer ao visitar Lisboa?
- Sardinhas assadas, robalo/dourada na grelha, arroz de marisco, ameijoas à Bulhão Pato, polvo à lagareiro.
- Bacalhau à Brás, à Gomes de Sá, com natas, lagareiro. Quase todos os restaurantes têm uma versão.
- Bifana (sandes de porco), prego (bife no pão), iscas, moelas, pataniscas, salada de polvo, peixinhos da horta.
- Caldo verde, açorda (de marisco, de bacalhau), sopa da pedra (mais ribatejana, mas comum nas ementas).
- Doçaria: Pastel de nata e de Belém, travesseiros (de Sintra, mas fáceis de encontrar), arroz‑doce, toucinho do céu.
Onde dormir ao visitar Lisboa?
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| Alojamento | Pontuação | Localização |
|---|---|---|
| Castilho 63 Hostel & Suites | 7.5 | Marquês de Pombal |
| SANA Capitol Hotel | 8.6 | Marquês de Pombal |
| TURIM Marquês Hotel | 8.4 | Marquês de Pombal |
| Ibis Styles Lisboa | 8.6 | Marquês de Pombal |
| Lisbon Serviced Apartments | 8.7 | Marquês de Pombal |
| Alfama – Lisbon Lounge Suites | 8.6 | Alfama |
| Independente Príncipe Real | 8.5 | Principe Real |
| Rossio Hostel | 8.1 | Baixa de Lisboa |
| Browns Central Hotel | 9.0 | Baixa de Lisboa |
| Lisbon Rentals Chiado | 9.3 | Chiado |
Roteiro para visitar Lisboa em 7 dias
O meu roteiro para visitar Lisboa em 7 dias deixa muitos pontos turísticos da cidade de fora, mas creio que é o ponto de partida para quem quer começar a explorar a região. Não inclui apenas a cidade de Lisboa, mas também os arredores próximos, como é o caso de Sintra, Cascais, Ericeira, e até Setúbal e Sesimbra. Se não conheces nada de Lisboa, é um excelente ponto de partida.
Dia 1 | Roteiro Lisboa
No primeiro dia vais descobrir a Baixa Pombalina, o Chiado, o Bairro Alto, a Mouraria e Alfama, terminando com um passeio de barco no Tejo, ao pôr do sol. É um dia intenso.
1. Praça do Comércio
Começamos no Terreiro do Paço, a majestosa Praça do Comércio, antiga porta marítima de Lisboa e palco de grandes momentos da história portuguesa. Rodeada por arcadas pombalinas e aberta ao Tejo, a praça impressiona pela escala e pela harmonia, tendo no centro a estátua equestre de D. José I. É um excelente lugar para entender a reconstrução da cidade após o terramoto de 1755 e sentir a brisa do rio logo pela manhã.
Aproveita para espreitar o interior de algumas arcadas: há cafés tradicionais, espaços culturais e o Lisboa Story Centre, útil para um mergulho rápido na história da cidade. Se quiseres vistas elevadas, o Arco da Rua Augusta tem miradouro com perspetiva privilegiada sobre a praça, o rio e a Baixa.
Daqui, a nossa rota avança de forma natural sob o Arco, entrando diretamente na Rua Augusta e nas ruas ortogonais da Baixa Pombalina, o coração comercial de Lisboa.








2. Rua Augusta e Baixa Pombalina
A Rua Augusta é a artéria pedonal mais famosa de Lisboa, com mosaicos de calçada portuguesa, cafés de esplanada e artistas de rua. As lojas variam entre marcas internacionais e comércio tradicional, tornando a caminhada viva e fotogénica. Sobe o olhar para as fachadas: a Baixa foi reconstruída com um sistema inovador de “gaiola pombalina”, pensado para resistir a sismos.
Explora ruas paralelas como a Rua da Prata e a Rua do Ouro, observa as praças geométricas e repara nos pormenores neoclássicos. Se apreciares interiores históricos, entra no Elevador de Santa Justa (de 1902).
Ao fundo da Rua Augusta, a paisagem começa a subir em direção ao Chiado. É para lá que seguimos, deixando a regularidade pombalina para entrar num bairro literário e elegante.

3. Chiado
Sobe com calma até ao Chiado (escadas rolantes no metro Baixa‑Chiado ajudam) e explora cafés literários como A Brasileira com a estátua de Fernando Pessoa.
Para ver: A Brasileira e a estátua de Fernando Pessoa, Livraria Bertrand (a mais antiga em atividade), Largo do Carmo com as Ruínas do Convento do Carmo e o Museu Arqueológico, Teatro São Luiz e Teatro Nacional São Carlos. Varanda do Elevador de Santa Justa (acesso superior) para vistas sobre a Baixa.
Para um pastel de nata, a Manteigaria costuma ser aposta segura.
No Chiado poderás visitar algumas igrejas bonitas de Lisboa, nomeadamente as Igrejas da Encarnação e do Loreto, e a Basílica de Nossa Senhora dos Mártires.











4. Bairro Alto
Segue para o Bairro Alto. De dia, ruas calmas com ateliers, lojas independentes e arte urbana.
No Miradouro de São Pedro de Alcântara, aprecia a Baixa e o Castelo lá ao fundo; os jardins e o painel de azulejos ajudam a identificar os bairros.
Visita igrejas discretas como a Igreja de São Roque (interior riquíssimo) e, se quiseres, o Museu de São Roque. Reserva energia: à noite o bairro transforma‑se, pelo que deves voltar aqui mais tarde.



5. Largo dos Restauradores e Rossio de Lisboa
Desce ao eixo Restauradores–Rossio para sentir o “salão” de Lisboa.
O Largo dos Restauradores celebra a Restauração da Independência (1640) com um obelisco central e edifícios marcantes como o antigo Eden. A poucos passos, a Estação do Rossio exibe uma fachada manuelina de arco duplo que merece atenção.
Na Praça Dom Pedro IV (Rossio), repara na calçada ondulante, nas fontes geminadas e no Teatro Nacional D. Maria II. É um lugar perfeito para uma pausa: sentar numa esplanada e observar o movimento é quase um ritual lisboeta. Não esqueças de visitar a Igreja de São Domingos.
Deste coração urbano, viramos rumo a leste, em direção a um bairro culturalmente riquíssimo: a Mouraria, berço de histórias multiculturais e do fado.







6. Mouraria
A Mouraria é um mosaico de culturas, com mercearias de mundo, sabores asiáticos e africanos, e vielas que contam a Lisboa mais popular. Procura a Rua do Capelão e os painéis que homenageiam as vozes do fado, arte que aqui ganhou raízes profundas.
Entre escadinhas e largos discretos, descobre a Igreja de São Cristóvão e pequenas tascas onde a culinária caseira brilha. É também um bom sítio para comprar especiarias e experimentar doces de outras paragens, sem perder o espírito de bairro.
A partir daqui, subimos pela colina; o casario abre passagem e a muralha insinua-se. O nosso destino é o alto: o Castelo de São Jorge, guardião da cidade.


7. Castelo de São Jorge
O Castelo de São Jorge domina Lisboa desde a colina mais emblemática. As muralhas oferecem miradouros brutais, de onde se avistam o Tejo, as colinas vizinhas e o emaranhado da Baixa. Caminha sobre as ameias, visita o sítio arqueológico e o Núcleo Museológico para compreender os diferentes períodos de ocupação.
No interior, pavões passeiam pelos jardins e a sombra das árvores convida a abrandar o ritmo. É um excelente momento para fotografias e para situar mentalmente os bairros já percorridos e os que ainda vamos explorar.
Saindo pela porta do castelo, avançamos pela encosta oriental, onde nos esperam os miradouros das Portas do Sol e Santa Luzia e, logo abaixo, o labirinto de Alfama.









8. Portas do Sol e Alfama
O Miradouro das Portas do Sol abre-se como um postal: telhados alvos, o casario em escadaria e o Tejo a enquadrar. A poucos metros, o Miradouro de Santa Luzia junta painéis de azulejos a jardins trepadores, criando um cenário romântico.
Desce devagar por Alfama, o bairro mais antigo de Lisboa, onde ruas estreitas e escadinhas levam a pequenas praças e igrejas surpreendentes. Ouve o tilintar dos elétricos, espreita lojas artesanais e sente o tempo correr noutro compasso.
Quando a luz dourada tocar as fachadas, regressamos ao rio: vamos ao Terreiro do Paço (de onde partimos de manhã) para um passeio de barco no Tejo, mudando a perspetiva da cidade.











9. Passeio de Barco no Tejo a partir do Terreiro do Paço
Embarcar no Tejo a partir do Terreiro do Paço é ver Lisboa como os navegadores a viam: cidade anfiteatro voltada ao rio. O skyline revela o Castelo, as colinas e as torres das igrejas sob uma luz mutável. É uma experiência tranquila, ideal ao final da tarde para assistir ao pôr do sol.
Dependendo do tour escolhido, poderás aproximar-te da Ponte 25 de Abril, contornar a frente ribeirinha e fotografar o Cristo Rei à distância. O guia normalmente partilha curiosidades sobre a Expo 98, os estaleiros e as antigas funções portuárias da margem.
Ao regressar ao cais, seguimos a linha ribeirinha para oeste, numa curta caminhada até ao Cais do Sodré, onde gastronomia, música e vida noturna esperam para fechar o dia.









10. Cais do Sodré
O Cais do Sodré renasceu nas últimas décadas, transformando-se em polo gastronómico e noturno. No Time Out Market / Mercado da Ribeira, dezenas de bancas reúnem chefs e produtores, oferecendo uma síntese saborosa da cozinha portuguesa contemporânea.
Do lado de fora, a Avenida Ribeira das Naus convida a um passeio junto à água, com bancos e escadas onde locais e visitantes se reúnem ao entardecer. Para quem procura música, a vizinha Rua Nova do Carvalho (a célebre “Pink Street”) concentra bares em antigos armazéns portuários.
É aqui que encerramos o primeiro dia: com o Tejo por perto, um brinde à mão e a sensação de ter atravessado Lisboa do Terreiro do Paço às colinas e de volta ao rio — prontos para o próximo capítulo da viagem.
Porque não voltas ao Bairro Alto para aproveitar a noite lisboeta?


Dia 2 | Roteiro Lisboa
No segundo dia conhecerás a zona de Belém, com os monumentos mais impressionantes de Lisboa. Visitarás a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos, por exemplo.
1. Palácio Nacional da Ajuda e Museu do Tesouro Real
Começamos o dia no imponente Palácio Nacional da Ajuda, antiga residência oficial da família real portuguesa. Construído após o terramoto de 1755, o palácio impressiona pela grandiosidade dos salões, escadarias e salas de banquetes que testemunharam eventos importantes da monarquia. É um verdadeiro mergulho na história, com destaque para os mobiliários, tapeçarias e obras de arte que retratam o esplendor da época.
Anexo ao palácio está o Museu do Tesouro Real, inaugurado recentemente. O espaço reúne uma das coleções mais valiosas de Portugal, com jóias da Coroa, condecorações e peças raras em ouro e pedras preciosas. O museu está instalado numa estrutura moderna que contrasta com o edifício clássico do palácio, mas que valoriza a exposição das peças.
Após esta visita, descemos a Belém.















2. Jardim Botânico Tropical
O Jardim Botânico Tropical é um oásis de tranquilidade, criado em 1906 para estudar espécies oriundas das antigas colónias portuguesas. Os seus 7 hectares abrigam mais de 600 espécies de plantas, com destaque para palmeiras exóticas, árvores monumentais e plantas raras que dificilmente se encontram noutros jardins.
Além da riqueza botânica, o jardim conta com pequenos lagos, esculturas e um charmoso palacete, que serviu de pavilhão nas exposições coloniais. É um lugar perfeito para desacelerar, fazer fotografias e sentir o ambiente bucólico antes de retomar o roteiro.
Saindo do jardim, a poucos metros está uma paragem imperdível de qualquer visita a Belém: a fábrica dos Pastéis de Belém, onde faremos uma pausa gastronómica.






3. Pastéis de Belém
Nenhum roteiro por Belém está completo sem provar os autênticos Pastéis de Belém, feitos segundo a receita original do Mosteiro dos Jerónimos. Fundada em 1837, a confeitaria mantém a tradição de servir os pastéis quentinhos, com a massa folhada crocante e o recheio cremoso.
É comum encontrar filas à porta, mas a espera compensa. A experiência de polvilhar canela enquanto o pastel ainda está morno é inesquecível.
Com energia renovada, caminhamos até ao Museu Nacional dos Coches, um dos museus mais peculiares de Lisboa e que guarda carruagens reais de diferentes séculos.


4. Museu Nacional dos Coches (antigo e novo)
O Museu Nacional dos Coches é um dos mais visitados de Portugal e impressiona pela coleção de carruagens ricamente decoradas usadas pela corte portuguesa entre os séculos XVI e XIX. O edifício moderno, inaugurado em 2015, expõe a maior parte das peças, que são verdadeiras obras de arte sobre rodas.
Ainda assim, vale a pena visitar o antigo museu, instalado no Picadeiro Real do Palácio de Belém, para sentir o ambiente histórico onde as carruagens estiveram expostas durante décadas. É interessante comparar as duas instalações e perceber como se complementam.
Terminada a visita, seguimos pela mesma avenida até ao vizinho Mosteiro dos Jerónimos, uma das jóias máximas do estilo manuelino.



5. Mosteiro dos Jerónimos
O Mosteiro dos Jerónimos é um dos monumentos mais icónicos de Portugal e Património Mundial da UNESCO. Construído no século XVI, foi encomendado pelo rei D. Manuel I para celebrar as viagens marítimas e a expansão portuguesa. A fachada trabalhada e o portal principal são de cortar a respiração.
No interior, destacam-se a Igreja de Santa Maria de Belém, com os túmulos de Vasco da Gama e Luís de Camões, e o magnífico claustro manuelino, considerado um dos mais belos do mundo. A decoração minuciosa revela elementos ligados ao mar e aos Descobrimentos.
Ao sair, seguimos pela marginal em direção ao rio Tejo, onde a famosa Torre de Belém se ergue como sentinela da cidade.
Opcional: se vires que tens tempo, visita o Museu Nacional de Arqueologia ou o Museu da Marinha. Sabe mais sobre eles no meu artigo sobre os melhores museus de Lisboa. São bons museus!


6. Torre de Belém
A Torre de Belém, construída no século XVI, é outro símbolo maior de Lisboa. Erguida como fortificação defensiva na entrada do estuário do Tejo, apresenta uma mistura de estilos manuelino e gótico, com varandas rendilhadas e ameias decoradas.
Não entres na Torre de Belém, já que ela está vazia por dentro e só vai roubar-te tempo que podes usar para outros espaços mais interessantes (como os museus mencionados antes). Visita a Torre de Belém apenas por fora, é a minha dica. 😉
A poucos metros da torre está o Padrão dos Descobrimentos, o próximo ponto do roteiro e igualmente ligado à Era dos Descobrimentos.






7. Padrão dos Descobrimentos
O Padrão dos Descobrimentos é um monumento em forma de caravela que homenageia os navegadores e figuras importantes da expansão marítima portuguesa. A escultura centraliza a figura do Infante D. Henrique e, ao seu lado, vários outros protagonistas dos Descobrimentos.
No chão, uma gigantesca rosa-dos-ventos em mosaico de mármore representa o mapa-múndi com as rotas exploradas pelos portugueses. É um excelente ponto para fotografias e para compreender a importância desta época na história do país.
Logo ao lado, uma curta caminhada leva-nos ao MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, um dos espaços culturais mais modernos da cidade.



8. MAAT (Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia)
O MAAT é um museu de linhas arquitetónicas arrojadas, projetado pela arquiteta britânica Amanda Levete. O edifício, que se funde com a paisagem ribeirinha, permite caminhar pelo seu telhado e desfrutar de uma das melhores vistas do Tejo ao pôr do sol.


9. LX Factory
Termina na antiga zona industrial transformada em polo criativo, com lojas independentes, ateliers e restaurantes. Passeia sem roteiro fixo pelas ruas internas. Há murais de arte urbana para descobrir.
Escolhe um rooftop para ver o pôr‑do‑sol com a Ponte 25 de Abril ao lado. É também um bom sítio para jantar e fechar o dia com ambiente descontraído.







Dia 3 | Roteiro Lisboa
No terceiro dia terminarás o centro de Lisboa, visitando pontas soltas que ficaram dos dias anteriores. 😉 Irás visitar a Avenida da Liberdade, o Princípe Real e a Estrela, o museu de Arte Antiga e o Museu do Azulejo, por exemplo.
1. Parque Eduardo VII e Estufa Fria
Começamos o dia no topo de Lisboa, no majestoso Parque Eduardo VII, um dos maiores espaços verdes da cidade.
Para além do miradouro do parque, vale a pena explorar a Estufa Fria, uma estufa-jardim com uma coleção fascinante de plantas exóticas de várias partes do mundo. Este é o local perfeito para começar o dia com calma, em contacto com a natureza.
Após esta imersão verde, é hora de descer em direção ao coração da cidade. A poucos metros do parque encontra-se a imponente Praça Marquês de Pombal, próxima etapa do roteiro.


2. Praça Marquês de Pombal
Ao chegar à Praça Marquês de Pombal, percebemos imediatamente a sua imponência. Esta rotunda monumental liga o Parque Eduardo VII à Avenida da Liberdade e presta homenagem ao estadista que reconstruiu Lisboa após o terramoto de 1755. A estátua do Marquês, erguida no centro, domina a paisagem e conta um pouco da história da cidade.
A praça é também um dos principais nós viários de Lisboa, sempre cheia de movimento. Rodeada por edifícios empresariais e hotéis de prestígio, transmite uma sensação de dinamismo que contrasta com a serenidade do parque visitado anteriormente. Este é o ponto onde se começa a sentir a Lisboa cosmopolita.
Deixando a praça para trás, a caminhada segue naturalmente pela Avenida da Liberdade.
3. Avenida da Liberdade
Descer pela Avenida da Liberdade é um dos momentos mais agradáveis do dia. Inspirada nos boulevards parisienses, a avenida é ladeada por árvores frondosas, quiosques charmosos e jardins centrais que convidam a uma caminhada sem pressa. Aqui encontram-se algumas das marcas internacionais mais prestigiadas, como Prada, Louis Vuitton e Gucci, além de teatros e cinemas que mantêm viva a vida cultural da capital.

4. Jardim Botânico de Lisboa e Museu de História Natural e da Ciência
Deixando a Avenida da Liberdade para trás, seguimos em direção ao Jardim Botânico de Lisboa, um refúgio verde escondido no centro da cidade. Criado no século XIX, o jardim impressiona pela sua coleção de plantas exóticas vindas de vários continentes, criando uma atmosfera quase tropical. Caminhar pelas suas alamedas sombreadas é como fazer uma viagem ao passado, enquanto se observam espécies raras e centenárias.
Dentro do mesmo complexo está o Museu de História Natural e da Ciência (opcional se vires que não tens tempo), que reúne exposições sobre geologia, paleontologia, zoologia e astronomia. É um espaço fascinante para quem gosta de ciência e história, abrigando esqueletos de animais, fósseis e instrumentos científicos usados ao longo dos séculos. A visita é interativa e desperta a curiosidade de adultos e crianças.
Ao sair do museu, a poucos minutos de caminhada, chegamos ao bairro do Príncipe Real, conhecido pela sua atmosfera boémia e lojas alternativas.




5. Princípe Real
No coração do bairro está o Jardim do Príncipe Real, um pequeno mas encantador jardim público onde se destaca o imenso cedro-do-buçaco, árvore centenária que oferece uma sombra acolhedora.
Aos sábados, uma feira de produtos biológicos e artesanato enche a praça de vida e sabores.
Seguindo em direção ao sul, caminhamos até à majestosa Basílica da Estrela, visível de longe com a sua cúpula imponente, e ao Jardim da Estrela, que se tornou um dos espaços verdes mais populares da cidade.


6. Basílica e Jardim da Estrela
A Basílica da Estrela é uma das igrejas mais impressionantes de Lisboa, construída no século XVIII por ordem da rainha D. Maria I. A fachada em mármore branco, com duas torres gémeas, antecipa a riqueza do interior.
Em frente à basílica está o Jardim da Estrela, um dos parques mais românticos da cidade. Os seus lagos, coretos e zonas de sombra tornam-no perfeito para descansar um pouco e observar a vida lisboeta. É comum encontrar músicos de rua e pequenas feiras no local, o que torna a atmosfera ainda mais agradável.
Depois de recarregar energias, seguimos em direção ao Museu de Arte Antiga, que guarda uma das coleções mais importantes do país e fica a uma curta distância dali.



7. Museu de Arte Antiga
O Museu Nacional de Arte Antiga é uma verdadeira jóia cultural. Instalado num antigo palácio do século XVII, reúne obras de mestres como Bosch, Dürer e Rafael, além de uma vasta coleção de arte portuguesa dos séculos XIV a XIX. O destaque vai para o famoso tríptico das “Tentações de Santo Antão”, de Hieronymus Bosch, uma das peças mais admiradas do museu.
Além das pinturas, o espaço apresenta esculturas, joalharia, têxteis e artes decorativas de diferentes partes do mundo, mostrando a influência portuguesa nos tempos dos Descobrimentos.
A partir daqui, seguimos em direção à zona de Santa Apolónia, onde se encontra o Museu Militar de Lisboa, a próxima paragem desta viagem pela história portuguesa.


8. Museu Militar de Lisboa
O Museu Militar de Lisboa é um dos maiores museus de história militar do mundo e ocupa um antigo arsenal do século XVI. Logo à entrada, a grandiosidade do edifício impressiona, e as salas ricamente decoradas transportam o visitante para diferentes períodos da história militar portuguesa.
A coleção inclui armas, armaduras, uniformes e artilharia que contam a história das campanhas militares do país, desde a época medieval até às guerras contemporâneas. O museu também dedica espaço à participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial e às missões de paz mais recentes.



9. Panteão Nacional
O Panteão Nacional, também conhecido como Igreja de Santa Engrácia, é um dos monumentos mais emblemáticos de Lisboa. A sua construção demorou quase 300 anos a ser concluída, resultando numa impressionante obra de arquitetura barroca.
No interior, encontram-se os túmulos de grandes figuras da história portuguesa, como Amália Rodrigues, Eusébio e Humberto Delgado. A decoração em mármore policromado e a amplitude do espaço interior impressionam qualquer visitante.
Subir ao terraço é obrigatório: de lá, temos uma vista privilegiada sobre Alfama, o Rio Tejo e a zona envolvente. A poucos minutos do Panteão, encontramos a Igreja de São Vicente de Fora, a próxima etapa.


10. Igreja de São Vicente de Fora
A Igreja de São Vicente de Fora é um dos monumentos religiosos mais importantes de Lisboa. Construída no século XVI, é dedicada ao padroeiro da cidade, São Vicente, e combina elementos maneiristas e barrocos na sua arquitetura.
No interior, destacam-se os painéis de azulejos que retratam fábulas de La Fontaine, bem como o panteão real da dinastia de Bragança, onde estão sepultados vários reis de Portugal. A igreja abriga ainda um claustro sereno e um terraço com vistas incríveis sobre Alfama.
Depois de visitar este espaço de grande significado histórico, seguimos para o Museu Nacional do Azulejo, que nos ajudará a compreender a fundo uma das maiores expressões artísticas portuguesas.



11. Museu Nacional do Azulejo
O Museu Nacional do Azulejo está instalado no antigo Convento da Madre de Deus e é inteiramente dedicado à arte do azulejo, um dos símbolos de Portugal. A coleção abrange mais de cinco séculos de produção, desde os primeiros azulejos hispano-árabes até às criações contemporâneas.
O grande destaque do museu é o painel de azulejos que retrata Lisboa antes do terramoto de 1755, uma peça única que mostra a cidade em detalhe. O próprio edifício é uma obra de arte, com a sua igreja ricamente decorada e o claustro renascentista.
Concluímos o roteiro rumando à zona mais moderna da cidade, o Parque das Nações, onde Lisboa se reinventou no final do século XX.



12. Parque das Nações
O Parque das Nações é o exemplo perfeito da Lisboa contemporânea. Esta área foi totalmente renovada para a Expo 98 e transformou-se numa das zonas mais vibrantes e modernas da cidade. Os passeios ribeirinhos, os jardins bem cuidados e a arquitetura arrojada, como a Gare do Oriente de Santiago Calatrava, tornam o local um excelente final para este terceiro dia.
Entre as atrações, destaca-se o Oceanário de Lisboa, um dos maiores aquários da Europa, perfeito para toda a família. Também é possível fazer um passeio de teleférico para apreciar as vistas do Rio Tejo e do icónico Pavilhão de Portugal.
Com uma vasta oferta de restaurantes e bares, o Parque das Nações é o local ideal para encerrar o dia com uma refeição junto ao rio, celebrando a viagem por Lisboa.









Dia 4 | Roteiro Lisboa (day trip a Sintra)
No quarto dia deste roteiro para visitar Lisboa, farás uma day trip a Sintra. É obrigatório visitar Sintra e lugares como o Palácio da Pena e a Quinta da Regaleira. Vais ficar impressionad@, tenho a certeza!
Tenho artigos neste blog dedicados a visitar Sintra, que podes consultar. Sintra tem muito mais para descobrir, suficiente para dois ou três dias de day trips. Todas as dicas de como se mover em Sintra estão nestes artigos.
Nota: deixo também a dica de que podes visitar Sintra em excursão guiada a partir de Lisboa.
- Roteiro para visitar Sintra
- Melhores parques e palácios de Sintra
1. Palácio e Parque da Pena
Começamos no topo da Serra de Sintra, no icónico Palácio da Pena, um dos melhores exemplos do romantismo arquitetónico europeu. As cores vibrantes, as cúpulas, os azulejos e os detalhes neogóticos e neo-mouriscos criam um cenário de conto de fadas com vista ampla para a costa e a planície de Lisboa. No interior, as salas mantêm mobiliário e objetos do século XIX, oferecendo um retrato íntimo da vida da corte portuguesa.
Reserva tempo para percorrer o Parque da Pena, com trilhos entre sequoias, fetos arbóreos, lagos e miradouros como a Cruz Alta, o ponto mais elevado do parque. O contraste entre a vegetação luxuriante e a arquitetura fantasiosa torna o passeio tão interessante quanto a visita ao palácio em si.
Ao sair, a proximidade com o Castelo dos Mouros torna a transição natural: um curto percurso a pé pela crista da serra leva-nos das fantasias românticas do século XIX às muralhas milenares que vigiam Sintra desde a Idade Média.


2. Castelo dos Mouros
Assentado sobre um esporão rochoso, o Castelo dos Mouros revela muralhas serpenteantes que se fundem com a serra e oferecem alguns dos miradouros mais dramáticos da região. Subir às ameias permite contemplar, de um lado, o Palácio da Pena coroando a floresta e, do outro, o Atlântico ao longe, com a vila de Sintra encaixada nos vales.
Entre torres de vigia, cisternas e vestígios arqueológicos, o percurso conta a história de ocupações islâmicas e cristãs, num sítio que foi estratégico ao longo de séculos. As passagens estreitas e os desníveis pedem calçado confortável, mas cada degrau é recompensado pela paisagem.
Podes regressar a Sintra a pé, através de caminhos por entre a floresta, desde o Castelo dos Mouros. O próximo destino será a Quinta da Regaleira.


3. Quinta da Regaleira
A Quinta da Regaleira é um lugar de simbolismo e mistério, onde arquitetura neomanuelina, grutas e lagos se cruzam com referências esotéricas. O Palácio da Regaleira impressiona pela profusão de gárgulas, capitéis e motivos ligados aos Descobrimentos, enquanto a capela e os terraços revelam detalhes artesanais riquíssimos.
Nos jardins, o famoso Poço Iniciático desce em espiral por vários patamares ligados por passagens subterrâneas que conduzem a lagos e túneis. Percorrê-los é parte da magia do local, evocando rituais e alegorias que alimentam a imaginação dos visitantes. Não faltam recantos fotogénicos nem perspectivas inesperadas.
Concluída a visita, um agradável passeio a pé leva-nos ao Centro Histórico de Sintra. As ruas empedradas, as lojas tradicionais e os aromas de pastelaria anunciam o encerramento perfeito deste dia pela serra.


4. Centro Histórico de Sintra
No Centro Histórico de Sintra, os tons pastel das fachadas e as varandas floridas emolduram um ambiente romântico. A Praça da República e os arredores do Palácio Nacional de Sintra (com as suas icónicas chaminés cónicas) convidam a explorar lojas de artesanato, azulejaria e produtos locais.
Este é o momento ideal para um intervalo doce: prova os travesseiros e as queijadas em casas históricas, acompanhados de um café. Se tiveres tempo, espreita miradouros discretos e pequenos jardins que se escondem entre vielas e escadinhas.
Fechamos o dia com a sensação de ter percorrido Sintra de cima a baixo: das alturas oníricas do Palácio da Pena às muralhas do Castelo dos Mouros, passando pelos símbolos da Regaleira e terminando na alma pitoresca da vila.

Dia 5 | Roteiro Lisboa (road trip pela costa de Cascais à Ericeira)
Para este 5º dia em Lisboa necessitarás de carro. Aluga um com a Discover Cars. Irás descobrir o oceano atlântico desde Cascais à Ericeira. 😉
ARTIGOS ÚTEIS
- Visitar Sintra
- Visitar Cascais
- Visitar Mafra e Ericeira
- Melhores praias de Cascais
- Melhores praias de Sintra
- Melhores praias da Ericeira
- Visitar a Praia da Ursa
1. Cascais
Começamos o dia em Cascais, uma das vilas mais elegantes e encantadoras da região de Lisboa. Antigo refúgio da realeza portuguesa, hoje Cascais combina praias urbanas, ruas cheias de vida e um ambiente cosmopolita. O centro histórico é ideal para uma caminhada matinal: explora as praças, lojas locais e cafés com esplanadas, e não deixes de admirar a Cidadela e a Marina de Cascais.
Outra paragem obrigatória é a Boca do Inferno, um impressionante arco natural esculpido pelas ondas do Atlântico, a poucos minutos do centro. O som do mar a bater nas rochas cria um espetáculo hipnotizante, especialmente ao amanhecer.
Após este primeiro mergulho no charme costeiro, seguimos de carro pela estrada junto ao mar em direção à Praia do Guincho, um dos locais mais icónicos da região.


2. Guincho
A Praia do Guincho é famosa pelas suas dunas douradas e pela força do vento, o que a torna um dos melhores spots de surf e windsurf em Portugal. O cenário é de beleza bruta: mar agitado, vegetação rasteira e uma linha de horizonte que parece não ter fim. Mesmo que não vás surfar, é um ótimo local para uma caminhada na areia e para sentir a energia do Atlântico.
Deixando Guincho para trás, seguimos por uma estrada sinuosa que sobe a serra de Sintra em direção ao Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da Europa continental.


3. Cabo da Roca
O Cabo da Roca é um dos lugares mais emblemáticos de Portugal e não poderia faltar no roteiro. As arribas imponentes, a 140 metros acima do mar, oferecem um cenário dramático e inesquecível.
A visita é breve, mas intensa: caminha até ao farol e aprecia a vista do oceano a perder de vista. O vento forte é quase uma constante, por isso leva um casaco, mesmo em dias de sol.
Recomendo que faças o trilho até à Praia da Ursa, um dos segredos mais bem guardados da região, perfeita para quem gosta de praias selvagens.

4. Praia da Ursa
A Praia da Ursa é considerada uma das praias mais bonitas de Portugal. O acesso, no entanto, é apenas para aventureiros: depois de estacionar o carro perto do Cabo da Roca, uma trilha íngreme de cerca de 20 minutos leva até à praia. O esforço compensa ao chegar a este paraíso escondido, cercado por falésias monumentais e formações rochosas únicas.
O nome da praia vem da imponente Rocha da Ursa, uma formação natural em forma de ursa com um filhote ao lado. A praia é perfeita para quem busca um ambiente intocado, longe das multidões.
Após desfrutar do cenário, regressamos ao carro e seguimos a estrada costeira até à Praia das Maçãs, uma praia mais acessível e tradicional.



5. Praia das Maçãs
A Praia das Maçãs é um dos balneários mais antigos da região de Sintra. Com um extenso areal e boas infraestruturas, é perfeita para relaxar ao sol ou fazer um passeio à beira-mar. A zona envolvente é bastante agradável, com restaurantes e esplanadas ideais para um almoço ou lanche tardio.
Se o tempo permitir, aproveita para dar um mergulho no Atlântico, ou simplesmente caminha pela praia apreciando o ambiente mais familiar e descontraído. A praia deve o nome às maçãs que antigamente chegavam ao areal arrastadas pelo rio.
Poucos minutos de carro separam a Praia das Maçãs do próximo destino: a Praia das Azenhas do Mar, um dos lugares mais fotogénicos de todo o litoral português.

6. Praia das Azenhas do Mar
A Praia das Azenhas do Mar é uma pequena enseada encaixada entre falésias, mas o verdadeiro destaque está na aldeia que parece suspensa sobre o mar. As casas brancas debruçadas sobre as arribas criam uma das paisagens mais icónicas da região.
Mesmo que a praia seja pequena e muitas vezes coberta pela maré, vale a pena parar para admirar a vista e fotografar. Existe também uma piscina oceânica onde é possível nadar em segurança nos dias de mar mais agitado.
Depois de apreciar este cenário inesquecível, seguimos pela costa rumo a Ericeira, última paragem do dia e vila famosa pelo surf e pelo ambiente descontraído.

7. Ericeira
Chegamos a Ericeira, vila piscatória que se tornou capital europeia do surf. O centro histórico é encantador, com ruas empedradas, casas caiadas de branco e detalhes azuis que remetem ao mar. Caminha pelas praças e miradouros e sente o ambiente vibrante desta vila cheia de energia.
Se ainda tiveres tempo e genica, visita uma das praias icónicas da região, como a Praia dos Pescadores ou a Ribeira d’Ilhas, famosa pelas competições de surf.
Este é o local perfeito para jantar peixe fresco ou marisco num dos muitos restaurantes típicos antes de regressar a Lisboa. Assim termina o dia 5, com um roteiro costeiro que combina vilas acolhedoras, praias selvagens e excelentes paisagens.
Nota: Se tiveres tempo, porque não dás um salto a Mafra, para visitar o Palácio Nacional de Mafra? É uma hipótese a considerar. 😉



Dia 6 | Roteiro Lisboa (day trip a Sesimbra e Serra da Arrábida)
Sexto dia, região de Sesimbra e Serra da Arrábida, fa-bu-lo-sa! Prepara-te para visitar algumas das praias mais bonitas de Portugal neste dia, que só pecam pelas águas geladas!
Novamente, carro é obrigatório, a não ser que queiras optar por uma excursão organizada.
ARTIGOS ÚTEIS
- Visitar Setúbal
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1. Cabo Espichel
Começamos no Cabo Espichel, um promontório dramático onde a falésia cai a pique sobre o Atlântico e o farol guia navios desde o século XVIII. Visita o Santuário de Nossa Senhora do Cabo — com a igreja, as hospedarias e a ermida.
Podes decidir fazer esta etapa ao pôr do sol, também.



2. Sesimbra
Em Sesimbra, estaciona o carro e parte a pé pela marginal. A vila conserva alma piscatória: observa os barcos no porto, a lota e as fachadas brancas viradas ao mar. Se gostas de miradouros, sobe de carro ao Castelo de Sesimbra para um panorama de 360° sobre a baía, a Arrábida e o oceano.
De volta ao centro, explora ruelas, padarias e marisqueiras; este é o sítio certo para um almoço de peixe grelhado ou uma caldeirada feita com o pescado local. Entre banhos, podes descansar na Praia do Ouro ou na Califórnia, ambas acessíveis e com apoio de praia.
Com a maré e o vento a favor, é hora de mudar a perspetiva: daqui partem facilmente passeios de barco ou de kayak ao longo das arribas e grutas da Arrábida — a nossa próxima etapa.



3. Passeio de Barco ou Kayak em Sesimbra + Praia do Ribeiro do Cavalo
Sair para o mar a partir de Sesimbra é descobrir a Arrábida por dentro: grutas marinhas, arcos naturais e enseadas transparentes surgem atrás de cada ponta rochosa. De barco, cobres mais costa em menos tempo e chegas a recantos como a Cova da Mijona ou a praia da Baleeira; de kayak, o ritmo é mais imersivo e silencioso, perfeito para entrar em grutas pequenas e observar a vida marinha nas águas cristalinas.
Confirma que farás paragem junto da Praia do Ribeiro do Cavalo, infelizmente quase sempre cheia nos dias de hoje. Em tempos foi um segredo!





4. Portinho da Arrábida e praias circundantes
O Portinho da Arrábida vem a seguir: é uma baía de cartão‑postal, protegida por encostas verdes e banhada por águas calmas. Estaciona apenas nas zonas permitidas (na época alta pode haver acessos condicionados e parques pagos) e desce a pé para preservar este ecossistema sensível. As praias na região oferecem areais finos e mar de tons tropicais.
Ao final da tarde, desfruta do pôr do sol nos miradouros da serra ou num café de praia com vista para o Ilhéu da Anicha. Depois, regressa a Lisboa com a sensação de ter percorrido uma das frentes costeiras mais bonitas de Portugal, da grandiosidade do Cabo Espichel à serenidade do Portinho da Arrábida.


Dia 7 | Roteiro Lisboa
Para o último dia deste roteiro em Lisboa, deixo-te várias opções.
- Que tal voltar a Sintra para uma visita ao Convento dos Capuchos, Palácio de Monserrate e Palácio Nacional de Sintra?
- Que tal uma day trip a Évora, no Alentejo, já em conexão para seguir para um roteiro no Algarve?
- Que tal uma day trip a lugares fabulosos a norte de Lisboa, como Fátima, Nazaré, Alcobaça, Peniche ou Batalha?
- Que tal uma day trip a Tomar e Castelo de Almourol?
- Que tal ficar simplesmente por Lisboa, a conhecer mais em detalhe o que o centro da cidade tem para oferecer?
Neste blog tens artigos dedicados a todos estes sítios, deixo-os em baixo.
ARTIGOS ÚTEIS
- Visitar Évora
- Visitar Fátima
- Visitar Alcobaça
- Visitar Peniche
- Visitar Batalha




Roteiro para visitar Lisboa em 1 dia – Segue o Elétrico 28
Para casos atípicos de apenas um dia em Lisboa, também há solução: segue a rota do Elétrico 28.
O Elétrico 28 é um dos símbolos de Lisboa. Liga o Martim Moniz a Campo de Ourique (Prazeres) num percurso sinuoso por colinas e ruas estreitas, passando por zonas históricas como Graça, Alfama, Sé, Baixa, Chiado, São Bento e Estrela. É feito com os “remodelados”, carros clássicos de madeira que preservam o aspeto dos elétricos dos anos 1930.
Para quem visita, o 28 é uma viagem panorâmica pela cidade: miradouros, igrejas, fachadas de azulejo e a vida dos bairros tradicionais vão desfilando à janela. Por isso tornou‑se uma atração por si só, combinando transporte útil com um passeio “vintage” que mostra vários ícones de Lisboa numa única rota.
Na prática, costuma encher — especialmente a meio do dia e na época alta, daí eu não o achar uma atração assim tão interessante, mas pode ser óptimo se tiveres pouco tempo. Para conseguir lugar, vale a pena embarcar nas pontas da linha e ir cedo ou ao fim da tarde. Mantém os pertences junto ao corpo, para evitar roubos.
Destaques para apenas um dia em Lisboa:
- Elétrico 28
- Praça do Comércio
- Torre de Belém e Mosteiro dos Jerónimos
- Passeio de Barco no rio Tejo
- Pasteis de nata da Manteigaria e Pastéis de Belém
Roteiros para visitar Lisboa em 2, 3, 4 ou 5 dias
Eu fiz questão de preparar o meu roteiro para visitar Lisboa de 7 dias por ordem de prioridade.
- Se tiveres 2 dias apenas, faz os primeiros 2 dias desse roteiro.
- Se tiveres 3 dias, faz os primeiros 3 dias.
- E assim sucessivamente.
Mapa | Roteiro para visitar Lisboa
Outros Roteiros em Portugal
- Roteiro Minho – artigo com tudo o que visitar no Minho (municípios dos distritos de Viana do Castelo e Braga)
- Roteiro Serra d’Arga – artigo com tudo o que visitar na Serra d’Arga em Viana do Castelo, Caminha e Ponte de Lima.
- Roteiro Serra da Estrela – artigo com tudo o que visitar na serra mais alta de Portugal, no centro interior do país.
- Roteiro Gerês – artigo com tudo o que visitar na Serra do Gerês, no norte de Portugal. Tem informação sobre os melhores trilhos, lagoas, cascatas e aldeias a visitar.
- Roteiro Porto – artigo com tudo o que visitar na cidade do Porto, no norte de Portugal.
- Roteiro Serra da Lousã – artigo com tudo o que visitar na serra da Lousã, incluíndo as mais bonitas aldeias de xisto do centro de Portugal.
- Roteiro Aldeias Históricas de Portugal – artigo com informação sobre as 12 oficiais aldeias históricas de Portugal, incluindo alguns extras. 😉
- Roteiro Aldeias de Xisto mais bonitas – artigo com roteiro para visitar as mais bonitas aldeias de xisto de Portugal (as da Lousã + outras do centro de Portugal).
- Roteiro Estrada Nacional 2 – artigo com informação detalhada para fazer a estrada nacional 2, do norte ao sul do país. Contém mapa interactivo e a possibilidade de fazer download de pdf a um custo simbólico.
- Roteiro Estrada Nacional 222 – Douro – artigo útil para planear fazer a nacional 222, sempre a acompanhar o rio Douro. Paisagens incríveis.
- Roteiro Terras de Trás-os-Montes – artigo com tudo o que visitar em terras de Trás-os-Montes, distrito de Bragança.
- Roteiro Parque Natural do Vale do Tua – artigo com tudo o que visitar no Parque Natural do Vale do Tua, nos municípios de Mirandela, Alijó, Carrazeda de Ansiães e Vila Flor.
- Roteiro Lagos do Sabor – artigo com tudo o que visitar na região dos Lagos do Sabor, nos municípios de Torre de Moncorvo, Alfândega da Fé, Mogadouro e Macedo de Cavaleiros.
- Roteiro Douro Internacional – artigo para visitar o fabuloso Douro Internacional e os seus brutais miradouros na fronteira com Espanha.
- Roteiro Parque Natural de Montesinho – artigo com tudo o que visitar no Montesinho, distrito de Bragança.
- Roteiro Grande Rota do Zêzere – Roteiro para fazer a Grande Rota do Zêzere, da Serra da Estrela até Constância.
- Roteiro Grande Rota do Guadiana – Roteiro para fazer a Grande Rota do Guadiana desde que o rio entra em Portugal até que desagua no Algarve.
- Roteiro Algarve – artigo com tudo o que visitar no extraordinário Algarve, de Aljezur a Vila Real de Santo António.
- Roteiro Alentejo – artigo com tudo o que visitar no Alentejo, nas suas diversas regiões: Alto, Central, Baixo e Litoral.
- Roteiro Alqueva – artigo para visitar o Grande Lago do Alqueva e municípios respetivos: Moura, Mourão, Monsaraz, Alandroal e Portel.
- Roteiro Costa Vicentina – roteiro para descobrir as lindíssimas e impressionantes praias da Costa Vicentina e Sudoeste Alentejano.
- Roteiro São Miguel – artigo com um roteiro simples mas detalhado para visitar a Ilha de São Miguel, nos Açores.
- Roteiro Ilha Terceira – artigo com tudo o que visitar na Ilha Terceira, nos Açores.
- Roteiro Ilha do Faial – artigo com tudo o que visitar na Ilha do Faial, nos Açores.
- Roteiro Ilha do Pico – artigo com tudo o que visitar na Ilha do Pico, nos Açores.
- Roteiro Ilha da Madeira – artigo com tudo o que visitar na Ilha da Madeira, terra do nosso incrível Cristiano Ronaldo.
- Roteiro para visitar Coimbra – artigo com tudo o que visitar em Coimbra, cidade dos estudantes, uma das capitais de distrito de Portugal.
- Roteiro para visitar Aveiro – artigo com roteiro completo para visitar Aveiro, entre Coimbra e Porto. Cidade dos moliceiros, considerada como a Veneza Portuguesa.
Espero que tenhas gostado deste roteiro para visitar Lisboa em 1, 2, 3, 4, 5 ou 7 dias! Boas viagens! 😉