Os museus lisboetas oferecem experiências surpreendentemente diversificadas e envolventes, capazes de cativar todos os perfis de visitantes — desde os apaixonados por arte clássica até os curiosos por ciência, design, história ou tecnologia. Em Lisboa, cada museu é uma porta aberta para uma narrativa única: há espaços que contam a saga dos Descobrimentos, outros que celebram a riqueza dos azulejos portugueses, e ainda os que exploram o pensamento artístico mais contemporâneo e experimental.
Seja num palácio histórico repleto de obras-primas, numa antiga central elétrica transformada em museu de arte e tecnologia, ou num convento decorado com painéis de azulejo, cada visita é uma viagem no tempo e nos sentidos. É esta riqueza e variedade que fazem dos museus de Lisboa muito mais do que simples atrações turísticas — são autênticos centros de reflexão, beleza e identidade nacional.
Visitar os museus de Lisboa é, assim, muito mais do que ver exposições: é mergulhar de cabeça no pulsar cultural da cidade, compreendendo as suas raízes, o seu presente e as suas ambições para o futuro.
Neste artigo, apresento-te 44 museus de Lisboa — e acredita, há ainda mais por descobrir! 😄 Com tempo (e algum orçamento), tens garantidos vários dias bem preenchidos na cidade.

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| Alojamento | Pontuação | Localização |
|---|---|---|
| Castilho 63 Hostel & Suites | 7.5 | Marquês de Pombal |
| SANA Capitol Hotel | 8.6 | Marquês de Pombal |
| TURIM Marquês Hotel | 8.4 | Marquês de Pombal |
| Ibis Styles Lisboa | 8.6 | Marquês de Pombal |
| Lisbon Serviced Apartments | 8.7 | Marquês de Pombal |
| Alfama – Lisbon Lounge Suites | 8.6 | Alfama |
| Independente Príncipe Real | 8.5 | Principe Real |
| Rossio Hostel | 8.1 | Baixa de Lisboa |
| Browns Central Hotel | 9.0 | Baixa de Lisboa |
| Lisbon Rentals Chiado | 9.3 | Chiado |
44 Melhores Museus de Lisboa
Mapa com os melhores museus de Lisboa
1. Lisboa Story Center
O Lisboa Story Centre – Memórias da Cidade, localizado no emblemático Terreiro do Paço (Praça do Comércio), é um museu interativo que conta a história de Lisboa em cerca de uma hora. Inaugurado em 2012, ocupa uma área de cerca de 2.200 m² onde visitantes percorrem seis zonas temáticas: desde os mitos da fundação da cidade, passando pela época dos Descobrimentos e o terramoto de 1755, até à reconstrução liderada pelo Marquês de Pombal e à Lisboa contemporânea.
A experiência é guiada por um áudio‑guia com tecnologia de geoposicionamento. O museu oferece uma visita educativa e dinâmica, perfeita para quem quer uma introdução aprofundada à história da capital portuguesa.





2. Museu do Tesouro Real
O Museu do Tesouro Real fica localizado no Palácio Nacional da Ajuda, e é a casa permanente da mais extraordinária coleção de jóias e objetos da realeza portuguesa. A exposição reúne mais de mil itens, incluindo ouro e diamantes do Brasil, moedas da Coroa, ordens honoríficas, insignias régias (como a coroa, o cetro e mantos reais), entre outros. É um excelente complemento a uma visita ao Palácio Nacional.






3. Museu Nacional de Etnologia
O Museu Nacional de Etnologia, situado no bairro de Restelo, em Lisboa, é um espaço indispensável para quem busca compreender a diversidade cultural global e portuguesa. Fundado em 1965 como Museu de Etnologia do Ultramar sob direção de Jorge Dias, possui um acervo que reúne cerca de 40.000 objetos de 80 países nos cinco continentes, com destaque para coleções ligadas à antropologia portuguesa, às antigas colónias e à etnografia tradicional portuguesa.
A exposição permanente organiza-se em diversos núcleos com peças emblemáticas como o teatro de sombras balinês, bonecas do sudoeste de Angola, tampas de panela com provérbios de Cabinda, máscaras e marionetas do Mali, e diversos instrumentos musicais populares portugueses.









4. Museu do Combatente
O Museu do Combatente, instalado no histórico Forte do Bom Sucesso, junto à Torre de Belém, oferece uma homenagem marcante aos militares portugueses que participaram em conflitos do século XX, desde a Primeira Guerra Mundial até às campanhas coloniais (Guerra do Ultramar) e operações de paz contemporâneas. Com abertura ao público desde 2003, este espaço da Liga dos Combatentes combina exposições interiores permanentes — como “O Combatente Português do Século XX” e a “História da Aviação Militar” — com três áreas ao ar livre onde se exibem equipamento militar incluindo tanques, uniformes, peças de artilharia, etc.
A visita no museu é enriquecida por recriações realistas, como uma trincheira da Grande Guerra em formato 3D com efeitos de luz e som, e uma coleção de modelos de aviões à escala que percorre desde os irmãos Wright até drones modernos.











5. Museu de Arte Popular
O Museu de Arte Popular, localizado à beira do rio Tejo no bairro de Belém, ocupa um pavilhão originalmente construído para a Exposição do Mundo Português de 1940.
Durante várias décadas o museu apresentou uma exposição permanente organizada em cinco salas regionais (Minho, Trás‑os‑Montes, Beiras, Alentejo/Estremadura e Algarve) com peças etnográficas como trajes, cerâmica, cestaria, instrumentos musicais, talheres e objetos agrícolas, refletindo a diversidade cultural de Portugal.



6. CCB – Museu Coleção Berardo
O Museu Coleção Berardo, agora integrado no MAC/CCB – Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultural de Belém, é um espaço emblemático da arte moderna e contemporânea em Lisboa. Inaugurado em 2007, apresenta uma coleção impressionante de quase 900 a 1.000 obras reunidas por José Berardo ao longo de duas décadas, destacando-se pela representatividade de cerca de 70 movimentos artísticos do século XX ao XXI, como o Cubismo, Surrealismo, Pop Art, Minimalismo e Conceptualismo.
Entre os artistas presentes estão nomes consagrados como Pablo Picasso, Salvador Dalí, Francis Bacon, Andy Warhol, Piet Mondrian e Vieira da Silva, contextualizados num percurso cronológico que atravessa as vanguardas históricas até à arte contemporânea mais atual.










7. Museu da Marinha de Lisboa
O Museu de Marinha, sediado na ala oeste do Mosteiro dos Jerónimos, em Belém, é um tributo abrangente ao passado marítimo de Portugal. Fundado por alvará de D. Luís I em 1863, o museu exibe um acervo com mais de 20.000 peças, das quais cerca de 2.500 estão em exibição permanente, incluindo modelos de navios desde a época dos Descobrimentos até ao século XX, instrumentos de navegação como astrolábios — dos mais importantes do mundo — cartas náuticas, armas, fardamentos e réplicas emblemáticas como a Nau “Madre de Deus”, além das emblemáticas galeotas reais num pavilhão dedicado a embarcações reais.
A visita proporciona uma verdadeira viagem no tempo: desde a era dos Descobrimentos, com destaque para o Bergantim Real e o astrolábio “Atocha III”, até à transição para a Marinha Contemporânea, incluindo maquetes de navios de pesca, mercantes e de recreio. Com cerca de 10 000 m² de espaço expositivo e um centro de documentação com mais de 140 000 imagens e 1 500 planos de navios, o museu oferece também exposições interativas e educativas, sendo ideal para visitantes de todas as idades interessados na longa relação de Portugal com o mar.












8. Museu Nacional de Arqueologia
O Museu Nacional de Arqueologia, situado na ala ocidental do Mosteiro dos Jerónimos, em Belém, é o maior museu arqueológico de Portugal e um dos mais relevantes na Península Ibérica. Fundado em 1893 por José Leite de Vasconcelos, ocupa o antigo dormitório dos monges desde 1906, em estilo neomanuelino. A sua coleção cobre todo o território nacional ao longo de meio milhão de anos de história — desde vestígios pré-históricos (Paleolítico, Neolítico, Idade do Bronze) até à Idade Média — e inclui uma das mais significativas estelas da Escrita do Sudoeste e mosaicos romanos importantes, sobretudo da Villa Romana de Torre de Palma.
A exposição permanente divide-se em dois núcleos principais: as Antiguidades Egípcias, com múmias e sarcófagos que remontam a vários milénios, e os Tesouros da Arqueologia Portuguesa, com jóias, cerâmicas, inscrições e esculturas que documentam a identidade cultural do país.
Infelizmente estava fechado durante a minha mais recente viagem a Lisboa. Não consegui visitar ainda para te mostrar fotografias do espaço! 😉
10. Museu Nacional dos Coches (antigo e novo)
O Museu Nacional dos Coches é uma das jóias culturais de Lisboa e detém uma das coleções mais valiosas do mundo no que respeita a carruagens reais e nobres de gala dos séculos XVI a XIX. Criado em 1905 por iniciativa da Rainha D. Amélia para preservar os veículos da Casa Real portuguesa, inclui 70 exemplares sofisticadamente decorados — desde o coche usado por Filipe II em 1619 até ao emblemático “Coche dos Oceanos”, oferecido por Clemente XI ao rei D. João V em 1716.
Desde 2015, a maior parte do acervo foi transferida para um edifício moderno concebido pelo arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha em parceria com Ricardo Bak Gordon — uma estrutura minimalista que funciona como infraestrutura urbana e espaço público, com grandes naves suspensas e áreas para exposições temporárias, biblioteca, loja e auditório. O antigo Picadeiro Real, onde nasceu o museu, continua acessível e constitui um núcleo expositivo que preserva as raízes históricas do espaço.
















11. Quake – Museu do Terramoto de Lisboa
Também não visitar ainda este museu, daí não apresentar fotos! 😉
O Quake – Museu do Terramoto de Lisboa, situado em Belém, é uma experiência imersiva que transporta os visitantes para o cataclismo de 1755, que devastou Lisboa e alterou a história da Europa. Utilizando tecnologia de ponta, como simuladores sísmicos, video mapping e efeitos especiais, o museu recria a cidade do século XVIII, permitindo aos visitantes vivenciar o terramoto, o maremoto subsequente e os incêndios que se seguiram.
O percurso interativo inclui salas que abordam a sismologia, com explicações sobre como ocorrem os abalos sísmicos, e comparações com outros grandes terramotos da história. Além disso, o Quake destaca a reconstrução da cidade após o desastre.
12. MAAT (Central e Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia)
O MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia é uma proposta cultural inovadora na cidade de Lisboa, inaugurada em outubro de 2016. Projetado pela arquiteta britânica Amanda Levete, o edifício destaca-se pela sua arquitetura contemporânea e pela integração harmoniosa com a paisagem ribeirinha de Belém. O museu ocupa uma área de 38 mil metros quadrados e é composto por dois pólos: a antiga Central Tejo, convertida em museu desde 1990, e o novo edifício, que alberga exposições de arte contemporânea, arquitetura e tecnologia.




















13. Museu de Macau
O Museu do Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM) em Lisboa é o único museu dedicado à cultura macaense fora da China. Situado na Rua da Junqueira, nº 30, este espaço único oferece uma imersão na história e arte de Macau, focando-se nas relações luso-chinesas.
A coleção permanente está dividida em dois núcleos complementares:
- Condição Histórico-Cultural de Macau nos Séculos XVI e XVII: Este núcleo explora a atmosfera da China Ming e a fronteira intercultural criada com a cidade portuária de Macau. Inclui exposições sobre o início do encontro entre Portugal e a China, a cidade portuária, as transferências ecológicas e tecnológicas, e o papel do cristianismo e da cultura em Macau.
- Coleção de Arte Chinesa: Abrangendo mais de 5.000 anos de história e arte, esta coleção inclui peças como terracotas, bronzes, porcelanas, lacas, trajes, pratas e uma significativa coleção de numismática.






14. Museu da Carris de Lisboa
O Museu da Carris oferece aos visitantes uma viagem no tempo através de três núcleos expositivos que abrangem desde os primórdios da tração animal até os modernos veículos elétricos e autocarros. O acervo inclui viaturas históricas, uniformes, bilhetes, fotografias e equipamentos oficinais, proporcionando uma compreensão profunda da evolução da mobilidade urbana em Lisboa.












15. Museu do Oriente
O Museu do Oriente é um espaço cultural que promove o diálogo entre as culturas portuguesa e asiática. Inaugurado em 2008 pela Fundação Oriente, o museu destaca-se por duas coleções principais:
- Presença Portuguesa na Ásia: Com cerca de 1.600 peças que abrangem desde 3000 a.C. até meados do século XX, esta coleção ilustra o impacto da presença portuguesa no Oriente, incluindo biombos chineses e japoneses, porcelanas brasonadas e arte namban.
- Coleção Kwok On: Doada pelo Musée Kwok On de Paris, esta coleção reúne mais de 15.000 objetos que documentam as artes performativas asiáticas, mitologias e religiões populares, com destaque para máscaras, trajes, marionetas e instrumentos musicais.







16. Museu Nacional de Arte Antiga
O Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), situado na Rua das Janelas Verdes, em Lisboa, é a principal instituição portuguesa dedicada à arte europeia e oriental dos séculos XII ao XIX. É na minha opinião o Louvre português, albergando uma coleção de mais de 40.000 peças, incluindo pintura, escultura, ourivesaria, mobiliário, têxteis, cerâmica e gravura. Destacam-se obras como os painéis de São Vicente, de Nuno Gonçalves, e a pintura “Inferno”, de autor anónimo. O MNAA também possui coleções de arte africana e asiática, refletindo as trocas culturais durante a era dos Descobrimentos.












17. Museu das Comunicações
O Museu das Comunicações é um espaço cultural dedicado à história das comunicações e das novas tecnologias de informação. Inaugurado em 1997 pela Fundação Portuguesa das Comunicações, o museu alberga coleções provenientes da ANACOM, CTT Correios de Portugal e Altice Portugal, abrangendo cinco séculos de evolução das comunicações em Portugal.

















18. Museu da Farmácia
O Museu da Farmácia oferece uma fascinante viagem por mais de 5.000 anos de história da saúde e da farmácia. Inaugurado em 1996 pela Associação Nacional das Farmácias, o museu possui uma coleção única que inclui peças de civilizações como Egito, Roma, Grécia, China, Japão, Tibete, África, Islão, Astecas, Incas e povos indígenas da América do Norte. O acervo também abrange a história da farmácia portuguesa, com destaque para a recriação de farmácias históricas e a exibição de farmácias portáteis utilizadas em expedições científicas e espaciais.











19. Casa-Museu Amália Rodrigues
A Casa-Museu Amália Rodrigues, localizada no nº 193 da Rua de São Bento, em Lisboa, é o espaço onde a “Voz de Portugal” viveu durante 44 anos. A casa foi transformada em museu para partilhar com o público o lado mais pessoal e íntimo da artista. Aqui, os visitantes podem explorar ambientes que recriam o quotidiano de Amália, com destaque para o seu guarda-roupa, jóias de palco, prémios, fotografias e objetos pessoais. Cada peça conta a história da sua vida e da evolução do fado, refletindo a sua importância na cultura portuguesa.
As visitas à Casa-Museu são guiadas e proporcionam uma verdadeira viagem ao universo de Amália Rodrigues. O espaço mantém-se fiel ao ambiente original, permitindo aos visitantes reviver os serões que a fadista partilhava com amigos e artistas. Além disso, o museu organiza sessões de fado no jardim, proporcionando uma experiência imersiva na tradição do fado.








20. Museu da Água
O Museu da Água da EPAL é um conjunto de monumentos históricos que ilustram a evolução do abastecimento de água em Lisboa desde a época romana até os dias atuais. Mantido pela EPAL (Empresa Portuguesa das Águas Livres), o museu é composto por quatro núcleos principais:
- Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras: Construído no século XVIII, este reservatório foi projetado para armazenar e distribuir a água proveniente do Aqueduto das Águas Livres. O edifício é notável pela sua arquitetura imponente e pela vista panorâmica que oferece da cidade.
- Reservatório da Patriarcal: Localizado sob o Jardim do Príncipe Real, este reservatório subterrâneo foi concluído em 1864 e é um exemplo da engenharia hidráulica do século XIX.
- Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos: Esta estação, a primeira a funcionar a vapor na cidade, foi inaugurada em 1880 e desempenhou um papel crucial no fornecimento de água a Lisboa.
- Aqueduto das Águas Livres: Construído entre 1731 e 1799, este aqueduto é uma das maiores obras de engenharia hidráulica da época e foi essencial para o abastecimento de água à cidade.
Eu visitei todos os núcleos excepto o Reservatório da Patriarcal. 😉 Vai caminhar por cima do Aqueduto das Águas Livres, é uma experiência gira!















21. Museu Medeiros e Almeida
O Museu Medeiros e Almeida é um dos mais notáveis museus privados de artes decorativas em Portugal. Inaugurado em 2001, ocupa a antiga residência de António de Medeiros e Almeida (1895–1986), um empresário e colecionador apaixonado por arte. O edifício, construído em 1896, foi ampliado na década de 1970 para abrigar a crescente coleção do fundador. O museu é composto por 27 salas distribuídas por duas alas: a antiga, preservada como residência, e a nova, que recria interiores europeus do século XVIII.
A coleção do museu é vasta e diversificada, incluindo relógios e relógios de bolso, porcelanas chinesas, móveis franceses e portugueses, tapeçarias, pinturas flamengas e portuguesas, prata inglesa e portuguesa, vidros, leques e jóias. Cada peça reflete o gosto refinado e a dedicação do colecionador à preservação do património artístico.











22. Museu Nacional da História Natural e da Ciência
O Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC) é uma das instituições científicas mais emblemáticas do país. Criado em 2011, resulta da fusão do Museu Nacional de História Natural e do Museu de Ciência da Universidade de Lisboa, ambos com origens que remontam ao século XVIII. O edifício que o alberga, classificado como Monumento de Interesse Público, foi construído entre 1857 e 1878 para a Escola Politécnica de Lisboa, tendo posteriormente sido sede da Faculdade de Ciências até 1985. O museu integra ainda o Jardim Botânico de Lisboa e o Observatório Astronómico da Escola Politécnica.
Com um espólio que abrange mais de 250 anos de investigação, o MUHNAC possui coleções notáveis nas áreas de zoologia, botânica, mineralogia, geologia, antropologia e história da ciência.























23. Museu de São Roque
O Museu de São Roque, instalado na antiga Casa Professa da Companhia de Jesus junto à Igreja de São Roque (construída em 1573), é uma das instituições culturais mais antigas e emblemáticas de Lisboa. Criado em 1905 como “Museu do Tesouro da Capela de São João Batista”, nasceu com a missão de acolher os riquíssimos tesouros litúrgicos encomendados por D. João V a Roma. O percurso permanente está organizado em cinco núcleos expositivos que cobrem desde a antiga Ermida de São Roque até à presença jesuítica em Portugal, arte oriental da missão Europeia na Ásia, o tesouro da Capela de São João Batista e o património da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
O destaque vai para obras-primas como o teto maneirista pintado por Francisco Venegas e Amaro do Vale (1587–1590), e a Capela de São João Batista projetada por Luigi Vanvitelli e Nicola Salvi, considerada a mais cara da Europa no século XVIII, com mosaicos italianos, lampadários de prata e esculturas de mármore. Há ainda a pintura “Casamento de Santo Aleixo” de Garcia Fernandes (1541), representando a fundação simbólica da Misericórdia de Lisboa.








24. Museu da GNR – Guarda Nacional Republicana
O Museu da Guarda Nacional Republicana (GNR) está instalado no histórico Quartel do Carmo, situado no Largo do Carmo, em pleno Chiado, Lisboa. Inaugurado para o público em maio de 2015, o museu ocupa o piso térreo do edifício que desde 1845 serve como sede da corporação, com entrada direta a partir do largo. O projeto museológico conta o percurso da polícia militar portuguesa desde a monarquia até aos dias atuais, acolhendo artefactos da antiga Guarda Fiscal, Polícia Municipal e outras instituições predecessoras.
As salas expositivas revelam uniformes, documentos históricos, móveis, fotografias e objetos simbólicos, como o cravo vermelho inserido no cano de uma espingarda G3 — alusivo à Revolução dos Cravos — e as fardas de Salgueiro Maia no Dia 25 de Abril.






25. Museu Arqueológico do Carmo
O Museu Arqueológico do Carmo, instalado nas impressionantes Ruínas do Convento do Carmo no Chiado, é um dos museus arqueológicos mais singulares de Lisboa. Fundado em 1864 pela Associação dos Arqueólogos Portugueses, ocupa o espaço calcinado da antiga igreja gótica — uma poderosa evocação visual do terramoto de 1755. O acervo abrange um período cronológico vastíssimo, desde artefactos pré-históricos (Paleolítico ao Calcolítico), cultura romana e islâmica, até esculturas góticas medievais e arte sacra, com destaque para o túmulo do rei D. Fernando I, uma das obras-primas da escultura gótica portuguesa.








27. Museu Nacional de Arte Contemporânea
O Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado (MNAC), instalado no histórico Convento de São Francisco da Cidade no coração do Chiado, foi fundado em 1911. Com um acervo de cerca de 5.000 obras, o MNAC apresenta o mais representativo panorama da arte portuguesa entre 1850 e os anos 1970. Entre os artistas emblemáticos estão Columbano Bordalo Pinheiro, Almada Negreiros, Amadeo de Souza‑Cardoso, Júlio Pomar, Paula Rego e Mário Cesariny.









28. Museu do Dinheiro (+ muralha medieval de D. Dinis)
O Museu do Dinheiro, integrado na sede do Banco de Portugal na Baixa lisboeta, foi inaugurado em abril de 2016 na antiga Igreja de São Julião. A exposição explora a evolução do dinheiro desde sistemas pré-monetários até moedas e notas modernas, com destaque para uma impressionante barra de ouro de 12,6 kg que os visitantes podem tocar, e várias moedas raras — como o único morabitino de D. Sancho II existente no mundo. Os núcleos temáticos incluem a produção de notas e moedas, o papel do Banco de Portugal, o ciclo financeiro pessoal e a interpretação da muralha medieval de D. Dinis que fica junto ao espaço museológico.








29. Museu da Cerveja
Localizado na Ala Nascente do Terreiro do Paço — entre os números 62 e 65 — o Museu da Cerveja, inaugurado em 2012, é uma fusão singular entre museu, restaurante e experiência gastronómica. O museu combina cultura cervejeira e convívio social com o imponente cenário do Rio Tejo como pano de fundo. O espaço conta com uma esplanada com capacidade para cerca de 380 pessoas e um restaurante com menu português tradicional.
Não visitei, mas fica aqui a dica.
30. Centro Interpretativo da História do Bacalhau
O Centro Interpretativo da História do Bacalhau é um espaço inovador e interativo que celebra a ligação entre Portugal e o bacalhau. Está estruturado em dois módulos principais – “O Mar” (piso 0) e “À Mesa” (piso 1). Utiliza tecnologias multimédia para recriar a pesca e a tradição alimentar do bacalhau.





31. Museu de Lisboa – Santo António
O Museu de Lisboa – Santo António está instalado junto à Igreja de Santo António da Sé, numa zona histórica do centro de Lisboa. Inaugurado em 2014, resulta da transformação do antigo Museu Antoniano, fundado em 1962, e reúne dois edifícios distintos: o espaço original associado à casa onde nasceu o santo e um edifício contíguo de traça pombalina tradicional.
A exposição de longa duração retrata a vida e o culto de Santo António de Lisboa (também conhecido como Santo António de Pádua), destacando diversas manifestações de devoção, desde arte sacra a expressões populares urbanas. O acervo inclui pintura, gravura, escultura (como o painel de Santo António pregando aos peixes do século XVII), cerâmica, objetos litúrgicos, vestuário e multimédia que ilustram festas, milagres e tradições ligadas ao santo em Portugal e no mundo lusófono.





32. Museu do Aljube – Resistência e Liberdade
O Museu do Aljube – Resistência e Liberdade, instalado na histórica Cadeia do Aljube em Lisboa (Rua de Augusto Rosa, 42), ocupa um edifício com raízes que remontam ao período islâmico e que serviu como prisão durante séculos — primeiro eclesiástica, depois feminina e, entre 1928 e 1965, prisão política do Estado Novo. Inaugurado a 25 de abril de 2015, o museu é dedicado à memória daqueles que resistiram ao regime ditatorial.
A exposição permanente cobre desde vestígios arqueológicos do edifício até à caracterização do regime ditatorial, às formas de repressão, resistência e isolamento, e à luta anticolonial e conquista da democracia com o 25 de Abril, terminando num espaço de convivência, auditório e miradouro com vista para a Sé.








33. Museu de Lisboa – Teatro Romano
O Museu de Lisboa – Teatro Romano, localizado no coração histórico da cidade junto ao Castelo de São Jorge, oferece uma experiência única de viagem ao século I d.C. O teatro original foi construído na era de Augusto, reconstruído sob Nero, e abandonado no século IV após ser soterrado pelas ruas pombalinas, só sendo redescoberto em 1798 após o terramoto de 1755.









34. Núcleo Museológico do Castelo de São Jorge
O Núcleo Museológico do Castelo de São Jorge está instalado nas ruínas do antigo Paço Real da Alcáçova, no interior do emblemático Castelo de São Jorge. Inaugurado entre 2006 e 2010 após longas escavações arqueológicas iniciadas em 1996, o espaço permite acompanhar a evolução urbana de Lisboa desde o século VII a.C. até o século XVIII. A coleção inclui objetos arqueológicos como cerâmica, moedas e vestígios de habitações islâmicas, todos encontrados dentro das muralhas do castelo . Vale destacar também a integração de ruínas medievais visíveis no próprio percurso museológico.


35. Museu do Fado
O Museu do Fado, inaugurado em 25 de setembro de 1998 no emblemático bairro de Alfama, é um espaço cultural dedicado à celebração do fado e da guitarra portuguesa, património imaterial reconhecido pela UNESCO. Instalado numa antiga estação elevatória de água do século XIX (a Estação Elevatória da Praia, construída em 1868), o espaço tem uma exposição permanente que oferece uma narrativa multidisciplinar da história do fado, com objetos como instrumentos, partituras, discos, fotografias e troféus. A visita conta com um audioguia, e é possível ouvir dezenas de fados no interior.





36. Museu Militar de Lisboa
O Museu Militar de Lisboa, instalado no imponente edifício do antigo Arsenal Real do Exército, é um dos museus mais emblemáticos e antigos da cidade, com origens que remontam a 1842. Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1963, o museu destaca-se pelo seu património museológico e o refinado ambiente museográfico, com interiores decorados por azulejaria, pinturas e escultura de grandes mestres portugueses como Columbano, Malhoa, Sousa Lopes e Veloso Salgado.
A coleção abrange cerca de 26000 artefactos, incluindo uma das mais completas coleções mundiais de peças de artilharia em bronze, uniformes históricos, armamento, modelos de armas antigas e azulejos narrativos que ilustram desde a Reconquista até a Primeira Guerra Mundial. As salas mais emblemáticas incluem a Sala Vasco da Gama com canhões e murais alusivos às Descobertas, a Sala da Primeira Grande Guerra com frescos de Sousa Lopes, e a Sala dos Gessos (onde estão moldes do D. José I da Praça do Comércio).













37. Museu Nacional do Azulejo
O Museu Nacional do Azulejo, instalado no antigo Convento da Madre de Deus (fundado em 1509 por D. Leonor), em Lisboa, é uma instituição singular que celebra a arte do azulejo português desde o século XV até hoje. A sua coleção, considerada uma das maiores do mundo no género, apresenta painéis impressionantes como o retábulo de Nossa Senhora da Vida — uma página primordial da azulejaria renascentista — e o célebre painel panorâmico de Lisboa anterior ao terramoto de 1755, conhecido como Grande Visão de Lisboa.
A visita ao museu é organizada em percurso cronológico pelas salas conventuais: explora as técnicas de fabrico dos azulejos, estilos decorativos islâmicos, barrocos, rococós e modernos, integrando espaços notáveis como a igreja barroca da Madre de Deus e os claustros manuelinos e renascentistas.






38. Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva
O Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva, localizado no Parque das Nações (Alameda dos Oceanos, Lisboa), é o maior e mais emblemático museu de ciência interativa em Portugal. Criado em 1999 a partir do antigo “Pavilhão do Conhecimento dos Mares” da Expo ’98 e projetado por João Luís Carrilho da Graça, foi premiado com o Prémio Valmor de Arquitetura e integra espaços sobre Física, Matemática, Química, Biologia e Ciências Sociais, distribuídos ao longo de cerca de 4 000 m².
Este museu convida visitantes de todas as idades a explorar dezenas de módulos interativos onde podem guiar um carro de rodas quadradas, pedalar numa bicicleta suspensa, tocar num tornado, ou participar em experiências de robótica, impressão 3D e workshops educativos.

39. Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
O Casa‑Museu Dr. Anastácio Gonçalves ocupa a antiga residência-estúdio do pintor José Malhoa, desenhada por Manuel Joaquim Norte Júnior entre 1904 e 1905 em estilo Art Nouveau. Esta casa foi laureada com o Prémio Valmor em 1905 e, após ser adquirida em 1932 pelo oftalmologista e colecionador António Anastácio Gonçalves, veio a ser doada ao Estado e aberta como museu em 1980, com obras de expansão concluídas em 1997.
A coleção reúne cerca de 3.000 obras de arte, entre as quais se destacam três núcleos principais: pintura portuguesa dos séculos XIX e XX (com obras de Columbano, Silva Porto, José Malhoa e outros), porcelana chinesa dos séculos XVII e XVIII e mobiliário europeu e português de alto valor decorativo. Complementam o acervo peças de ourivesaria, escultura, cerâmica, vidros, têxteis, numismática e relógios de bolso, além de um espólio documental e desenhos de Silva Porto. O museu oferece um ambiente íntimo e elegante.












40. Museu Calouste Gulbenkian
O Museu Calouste Gulbenkian, inaugurado em outubro de 1969, alberga uma das mais importantes coleções privadas de arte do mundo, reunida pelo magnata arménio Calouste Gulbenkian ao longo de quatro décadas. O edifício museológico, projetado pelos arquitetos portugueses Ruy Jervis d’Athouguia, Pedro Cid e Alberto Pessoa, integra-se harmoniosamente num jardim paisagístico de 7,5 hectares, tendo sido galardoado com o Prémio Valmor em 1975 e classificado como Monumento Nacional em 2010.
A exposição permanente está organizada em dois circuitos autónomos: um dedicado à arte antiga e oriental (Egito, Mesopotâmia, arte islâmica, China e Japão) e outro à arte europeia — pintura, escultura, manuscritos, artes decorativas e jóias de René Lalique — com obras de mestres como Rembrandt, Monet, Renoir, Rubens, Degas, Turner, Ghirlandaio e tantos outros. O acervo total conta com cerca de 6 000 peças, das quais cerca de 1 000 estão em exibição permanente











41. Museu Bordallo Pinheiro
O Museu Bordalo Pinheiro, situado na Avenida Campo Grande, foi inaugurado em 1916 para albergar a obra do artista Rafael Bordalo Pinheiro (1846‑1905). Tem como missão preservar, estudar e divulgar o seu legado crítico, satírico e cerâmico.
Com uma coleção de mais de 13 000 objetos, o museu inclui desenhos, caricaturas, cerâmicas, azulejos, pinturas, fotografias, documentos e ferramentas artísticas dos próprios Rafael e do filho Manuel Gustavo.




42. Museu de Lisboa – Campo Grande (Palácio Pimenta)
O Museu de Lisboa – Campo Grande (Palácio Pimenta) é o núcleo‑sede do Museu de Lisboa e ocupa um solar do século XVIII rodeado de jardins. Aqui a cidade conta‑se a si própria: a exposição de longa duração acompanha Lisboa desde a Pré‑História até ao início do século XX, com peças de arqueologia, pintura, gravura, cartografia e azulejaria que revelam a evolução urbana, social e simbólica da capital. É um espaço perfeito para ganhar contexto histórico antes de explorar os restantes núcleos do museu espalhados pela cidade.




43. Museu Nacional do Teatro e da Dança
O Museu Nacional do Teatro e da Dança, situado em Lisboa no Paço do Monteiro‑Mor, é o arquivo central da história das artes do espetáculo em Portugal, reunindo cerca de 300.000 peças entre trajes, adereços, cenários, figurinos, cartazes, programas, partituras e cerca de 120.000 fotografias. O espaço dedica-se a preservar, documentar, investigar e divulgar a memória do teatro, dança e ópera nacional, incluindo ainda uma biblioteca especializada com cerca de 35.000 volumes.










44. Museu Nacional do Traje
O Museu Nacional do Traje, no Lumiar, ocupa o solar setecentista do Palácio Angeja‑Palmela, em pleno Parque Botânico do Monteiro‑Mor. É um lugar onde a história do vestuário se conta através de sedas e veludos, bordados e rendas, do século XVIII até à atualidade. Nos expositores sucedem‑se fatos de corte, crinolinas, corsets, trajes burgueses, indumentária infantil e acessórios — chapéus, leques, sapatos — ao lado de peças de alta‑costura e criações de estilistas portugueses, revelando técnicas, materiais e códigos sociais de cada época.









Lisboa Card – Vale a pena?
Comprar o Lisboa Card pode, ou não, valer a pena. Tudo depende da forma como o tencionas utilizar e do teu estilo de viagem. O Lisboa Card é super vantajoso se pretenderes visitar o maior número de museus todos num dia ou em 2 dias, o que não é muito prático para quem gosta de seguir um roteiro, e ir descobrindo a cidade pouco a pouco, zona a zona.
Deixo que sejas tu a decidir se é vantajoso, tendo em consideração toda a informação presente no site oficial do Lisboa card. Se o quiseres usar, o teu roteiro terá de ser preparado com ele em foco, para ser vantajoso!
Se eu fiz o Lisboa Card na minha visita mais recente a Lisboa? Sim, e poupei imenso, apesar de também ter gasto imenso! 😀 Eu queria visitar muito bem Lisboa!
Excursões para visitar Lisboa e arredores
Excursões para visitar Lisboa:
- Passeio de barco ao pôr do sol com DJ e bar aberto
- Excursão turística de 1,5h em veículo anfíbio em Lisboa
- Visita Guiada por Lisboa
- Lisboa: Passeio privado de Tuk tuk
- Lisboa: Tour pelo Estádio da Luz e entrada no Museu do SL Benfica
- Lisboa: História, Estórias e Estilo de Vida Walking Tour
- Excursão gastronómica com 18 degustações no bairro de Alfama
- Lisboa: cruzeiro turístico pelo rio Tejo
- Lisboa: Espetáculo de Fado e Vinho dentro das Muralhas Medievais
- Aula de Pastel de Nata em Lisboa
- Lisboa: Pub Crawl com bar aberto e entrada no clube VIP
Excursões para visitar os arredores de Lisboa:
- De Lisboa: Sintra, Pena, Regaleira, Cabo da Roca e Cascais
- De Lisboa: Fátima, Nazaré, Batalha e Óbidos
- De Lisboa: Experiência de Kayak em Sesimbra
- De Lisboa: Passeio de barco para observação de golfinhos
- Excursão de degustação de Vinhos na região de Setúbal
- Excursão ao Algarve a partir de Lisboa
- Excursão a Évora a partir de Lisboa
- Excursão a Tomar e ao Castelo de Almourol
Boa viagem! Qual destes museus de Lisboa é o teu preferido? 😉 Diz-me nos comentários!