O Montijo é uma cidade tranquila na margem sul do Tejo, conhecida pelo seu ambiente acolhedor e ligação ao rio. Apesar de não ser um destino turístico de primeira linha, guarda alguns recantos interessantes, desde a frente ribeirinha até ao centro histórico, com praças, igrejas e pequenos museus.
É também um bom ponto de partida para explorar a natureza do estuário e para desfrutar de eventos locais que mantêm vivas tradições antigas. Seja numa passagem rápida ou numa visita mais descontraída, há sempre algo para descobrir no Montijo.
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Onde fica o Montijo?
O Montijo está localizado na margem sul do rio Tejo, no distrito de Setúbal, e pertence à Área Metropolitana de Lisboa. Faz fronteira com os concelhos de Alcochete, Moita e Palmela, além de estar ligado a Lisboa pela Ponte Vasco da Gama. A sua posição junto ao estuário torna-o facilmente acessível a partir de vários pontos da região.
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Como chegar ao Montijo?
- De carro – A forma mais rápida é pela Ponte Vasco da Gama, que liga Lisboa ao Montijo em cerca de 25 minutos. Quem vem do sul pode chegar pela A33 ou pela EN4.
- De autocarro – Existem ligações diretas a partir de Lisboa (Oriente e Campo Grande) e de outras cidades da margem sul, com várias carreiras diárias.
- De barco – A ligação fluvial entre o Cais do Seixalinho (Montijo) e o Terreiro do Paço, em Lisboa, é uma opção agradável, com vista sobre o Tejo durante a travessia.
Quando visitar o Montijo?
O Montijo pode ser visitado em qualquer altura do ano, mas a cidade ganha mais vida durante os eventos e festividades que animam as ruas.
O momento mais emblemático é a Festa em Honra de Nossa Senhora da Atalaia, uma das maiores romarias religiosas da região, que se realiza em agosto e atrai milhares de visitantes. Também se destacam a Feira de São Sebastião (janeiro), que combina tradição e comércio local, e o Montijo Capital da Flor (primavera), evento que enche a cidade de cor e aroma.
Gastronomia e Restaurantes ao visitar o Montijo
A gastronomia do Montijo é marcada pela proximidade ao rio e pelas tradições rurais da região. Os pratos de peixe e marisco, como a caldeirada, as enguias fritas e a açorda de marisco, convivem com receitas de carne de influência alentejana, como o ensopado de borrego e o porco à alentejana. A doçaria local merece destaque, especialmente as tortas e os bolos secos vendidos em pastelarias de bairro.
Restaurantes: Casa do Pescador, O Victor, Casa das Enguias.
Onde dormir ao visitar o Montijo?
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| Alojamento | Pontuação | Localização |
|---|---|---|
| B&B HOTEL Lisboa Montijo | 8.6 | Montijo |
| 2M BOUTIQUE HOTEL | 9.2 | Montijo |
Montijo | O que visitar, ver e fazer?
Finalmente, o que visitar, ver e fazer no Montijo. Deixo-te, para começar, um mapa com todos os pontos turísticos a mencionar. Creio que te será útil! 😉
Mapa com tudo o que visitar no Montijo
1. Câmara Municipal do Montijo
Localizada no centro da cidade, a Câmara Municipal é um marco institucional e histórico. É um excelente ponto para iniciar uma caminhada pelo centro do Montijo.

2. Cais das Faluas
O Cais das Faluas é um dos espaços mais emblemáticos da frente ribeirinha do Montijo, testemunhando a antiga ligação da cidade ao transporte fluvial no estuário do Tejo. As faluas — embarcações tradicionais de fundo chato e vela, usadas durante séculos para transporte de mercadorias e passageiros — partiam daqui rumo a Lisboa e outras localidades ribeirinhas.
Hoje, o cais é um ponto de interesse para quem quer sentir o ambiente marítimo e imaginar a azáfama de outros tempos. A área envolvente foi requalificada, oferecendo um espaço agradável para passear junto ao rio, apreciar a vista sobre o Tejo e, com alguma sorte, assistir ao movimento das embarcações tradicionais.



3. Mercado do Cais
O Mercado do Cais encontra-se junto à frente ribeirinha do Montijo, muito próximo do Cais das Faluas, e mantém viva a tradição comercial ligada ao rio. Durante décadas, foi aqui que chegavam os barcos carregados de peixe fresco e produtos agrícolas vindos das zonas vizinhas, abastecendo a população e os vendedores locais.

4. Moinho de Maré do Cais de Aldeia Galega
O Moinho de Maré do Cais de Aldeia Galega é um exemplo notável do aproveitamento da energia natural para fins industriais. Localizado na antiga Aldeia Galega do Ribatejo — designação histórica do Montijo — este moinho utilizava um engenhoso sistema de comportas para reter a água na maré cheia e libertá-la na maré vazante, fazendo girar as mós e permitindo a moagem do cereal.
Hoje, embora já não esteja em funcionamento, mantém-se como um símbolo do património industrial e da adaptação das comunidades ribeirinhas ao ritmo do Tejo. A sua presença lembra a importância que estes engenhos tiveram na economia local até ao advento da energia mecânica e elétrica.

5. Museu do Pescador
O Museu do Pescador do Montijo foi inaugurado em 2014 e está instalado na antiga Escola Conde Ferreira, um edifício histórico adaptado para preservar a memória e as tradições da comunidade piscatória local. O espaço está organizado em quatro núcleos temáticos: a faina (com fotografias e objetos ligados à pesca), as artes de pesca (redes, armadilhas e utensílios), a religiosidade (com destaque para imagens e ex-votos de Nossa Senhora da Atalaia) e a vida comunitária.
O museu não se limita a expor objetos — conta histórias de homens e mulheres que viveram do Tejo, incluindo registos da única mulher pescadora da cidade. É um local que alia valor histórico e afetivo, permitindo compreender a importância da pesca na construção da identidade do Montijo.
6. Ermida de Santo António
A Ermida de Santo António, no Montijo, é um pequeno templo de grande valor histórico e religioso para a comunidade local. A sua origem remonta, segundo a tradição, ao período moderno, sendo construída para servir de espaço de devoção e apoio espiritual à população ribeirinha e agrícola da zona. O edifício apresenta uma arquitetura simples, com fachada branca e elementos decorativos discretos, característica das ermidas da região.

7. Mural de Bordallo II no Montijo
O Mural de Bordalo II no Montijo, localizado na Avenida dos Pescadores, é uma das peças mais marcantes do espaço público da cidade. Intitulado Trash Head Donkey, integra a série Big Trash Animals do artista português Bordalo II, conhecida por transformar resíduos e materiais reciclados em esculturas de grandes dimensões que retratam animais, alertando para problemas ambientais e o impacto do consumo excessivo.
Esta obra, que representa a cabeça de um burro, presta homenagem às tradições rurais e agrícolas do Montijo, ao mesmo tempo que lança uma mensagem crítica sobre o desperdício e a poluição.

8. Museu Municipal – Casa da Mora
O Museu Municipal – Casa da Mora é um dos principais espaços culturais do Montijo, instalado num edifício histórico que já foi residência senhorial. O museu desempenha um papel central na preservação e divulgação da história local, com exposições permanentes e temporárias que abrangem desde a arqueologia até à etnografia e às artes visuais.
O acervo inclui peças arqueológicas encontradas no concelho, documentos e objetos ligados às tradições agrícolas e piscatórias, bem como mostras de arte contemporânea. A programação é dinâmica, com atividades educativas, conferências e eventos culturais, tornando-o um ponto de referência para quem quer compreender a identidade do Montijo e a sua evolução ao longo dos séculos.
9. Mercado Municipal do Montijo
O Mercado Municipal do Montijo é um dos polos mais vibrantes da vida local, funcionando como ponto de encontro entre produtores, comerciantes e consumidores. Localizado no centro da cidade, oferece diariamente uma grande variedade de produtos frescos, desde peixe e marisco provenientes do estuário do Tejo até frutas, legumes e flores cultivados na região.
10. Igreja Matriz do Montijo e Praça da República
A Igreja Matriz do Montijo, dedicada ao Divino Espírito Santo, é o principal templo da cidade e um dos marcos arquitetónicos mais relevantes do concelho. Construída no século XVI, apresenta uma fachada de inspiração maneirista e um interior rico em elementos artísticos, incluindo altares dourados, azulejos e pinturas sacras que testemunham a devoção e o trabalho artesanal da época.
Situada na Praça da República, coração do centro histórico, a igreja está rodeada de edifícios administrativos, comércio tradicional e esplanadas, tornando o largo num espaço central para a vida social e cultural da cidade. A praça é frequentemente palco de eventos religiosos, feiras e atividades culturais, o que reforça o seu papel como ponto de encontro da comunidade.




11. Galeria Municipal do Montijo
A Galeria Municipal do Montijo é um espaço cultural dedicado à promoção das artes visuais, acolhendo exposições temporárias de artistas locais, nacionais e, ocasionalmente, internacionais. O seu objetivo é proporcionar ao público contacto direto com diferentes expressões artísticas, desde a pintura e escultura até à fotografia e instalações contemporâneas.
12. Parque Municipal Carlos Hidalgo Gomes de Loureiro
O Parque Municipal Carlos Hidalgo Gomes de Loureiro é o principal espaço verde do Montijo, oferecendo uma área ampla para lazer, prática de exercício físico e convívio ao ar livre. Equipado com zonas de relvado, trilhos pedonais, áreas de merendas e um parque infantil, é um local muito frequentado por famílias, corredores e quem procura simplesmente um momento de descanso.


13. Cais do Seixalinho
O Cais do Seixalinho é o principal terminal fluvial que serve o Montijo, assegurando a ligação direta por barco ao Terreiro do Paço, em Lisboa. A travessia, que dura cerca de 25 minutos, oferece vistas privilegiadas sobre o estuário do Tejo e é uma alternativa prática e panorâmica à deslocação por estrada.
Além da função de transporte diário para centenas de passageiros, o cais é também um ponto de entrada para quem visita o Montijo vindo da capital. A sua envolvente inclui estacionamento, acessos pedonais e ciclovia, facilitando a mobilidade de residentes e turistas.
14. Santuário de Nossa Senhora da Atalaia
O Santuário de Nossa Senhora da Atalaia é um dos mais importantes locais de devoção religiosa da região e um ponto de referência para peregrinos de todo o país. Com origens que remontam ao século XIV, o santuário ganhou notoriedade devido à Festa em Honra de Nossa Senhora da Atalaia, uma das maiores romarias do sul de Portugal, realizada anualmente no último fim de semana de agosto.
15. Museu Agrícola da Atalaia
O Museu Agrícola da Atalaia, instalado na histórica Quinta Nova da Atalaia, preserva e valoriza a memória rural do Montijo. O espaço mantém as estruturas originais da propriedade — adega, lagar de azeite, celeiro, cavalariça e pomar — permitindo ao visitante mergulhar na história da agricultura local. O percurso expositivo apresenta utensílios, maquinaria e processos tradicionais de produção de vinho e azeite, desde prensas e galgas até barris e equipamentos de lavoura.
16. Baía de Sarilhos Grandes
A Baía de Sarilhos Grandes é uma zona ribeirinha de grande valor natural e paisagístico, situada na freguesia de Sarilhos Grandes, no concelho do Montijo. Inserida na área protegida do Estuário do Tejo, é um local privilegiado para observação de aves, especialmente durante as migrações, quando flamingos, garças e outras espécies encontram aqui refúgio e alimento.
17. Enoturismo em Pegões
A freguesia de Pegões, localizada a leste do concelho do Montijo, é conhecida pela sua tradição vitivinícola e pela produção de vinhos de qualidade na Região Demarcada da Península de Setúbal. As vinhas estendem-se por vastas planícies arenosas, beneficiando de um clima mediterrânico ideal para a produção de castas como Castelão, Fernão Pires e Moscatel.
Um dos principais polos de enoturismo é a Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões, onde é possível fazer visitas guiadas às adegas, conhecer o processo de vinificação e participar em provas comentadas. A experiência combina cultura e gastronomia, permitindo ao visitante levar para casa vinhos premiados e compreender a importância desta atividade na economia e identidade local.
O que visitar nos arredores do Montijo?
1. Visitar Alcochete
A poucos minutos do Montijo, Alcochete combina charme histórico com uma localização privilegiada à beira do Tejo. O seu centro histórico preserva ruas empedradas, casas brancas com faixas coloridas e igrejas antigas, como a Igreja Matriz de São João Baptista. A frente ribeirinha é perfeita para passeios tranquilos, especialmente ao pôr-do-sol, quando a luz dourada reflete no rio.
Além do património, Alcochete é famosa pelas suas tradições tauromáquicas e festas populares, como a Festa do Barrete Verde e das Salinas. Para compras, o Freeport Lisboa Fashion Outlet é uma atração moderna que atrai visitantes de todo o país, enquanto a gastronomia local aposta em pratos de peixe fresco e marisco.

2. Visitar Palmela
Palmela é uma vila histórica coroada pelo seu castelo, que oferece vistas panorâmicas sobre o estuário do Tejo, a Serra da Arrábida e as vinhas circundantes. O centro histórico é rico em ruas estreitas, edifícios históricos e igrejas como a de Santiago, que revelam a herança medieval da região.
Além do património, Palmela é também sinónimo de vinho, especialmente o Moscatel de Setúbal, com várias adegas abertas a visitas e provas. Todos os anos, a Festa das Vindimas enche a vila de música, gastronomia e tradições ligadas à cultura vinícola.

3. Visitar Sesimbra
A parte ocidental do Parque Natural da Arrábida, próxima de Sesimbra, oferece praias de areias brancas e águas transparentes, como a Praia do Ribeiro do Cavalo e a Praia da Cova. A vila piscatória de Sesimbra mantém uma forte ligação ao mar, visível na gastronomia e no porto de pesca sempre movimentado.
Para além do mar, Sesimbra tem património histórico como o Castelo de Sesimbra, com vistas impressionantes sobre a costa, e o Cabo Espichel, famoso pelo santuário e pelas pegadas de dinossauro fossilizadas.

4. Visitar Setúbal
A zona oriental do Parque Natural da Arrábida, junto a Setúbal, revela algumas das praias mais icónicas de Portugal, como a Praia de Galápos, a Praia dos Coelhos e a Praia de Portinho da Arrábida. Estas enseadas de águas azul-turquesa são protegidas por encostas cobertas de vegetação mediterrânica, criando um cenário idílico.
Setúbal, além das praias, oferece património histórico como o Forte de São Filipe, ruas cheias de vida e uma gastronomia famosa pelo choco frito. O mercado do Livramento, um dos mais bonitos do país, é também paragem obrigatória.

5. Visitar Vila Franca de Xira
Localizada na margem norte do Tejo, Vila Franca de Xira é conhecida pelas suas tradições ligadas ao touro bravo e pela Festa do Colete Encarnado, que todos os anos atrai milhares de visitantes. O centro histórico é agradável para passear, com ruas estreitas e edifícios históricos, e a proximidade do rio convida a passeios pela frente ribeirinha.
A cidade também é ponto de partida para explorar a lezíria ribatejana, com as suas paisagens agrícolas, campos verdejantes e cavalos lusitanos. É um destino que combina cultura, tradição e natureza.

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