Almada, na margem sul do Tejo, é conhecida pelas vistas deslumbrantes sobre Lisboa e pela proximidade à capital. O destaque vai para o Santuário Nacional do Cristo Rei, um dos monumentos mais emblemáticos de Portugal, e para o Elevador Panorâmico da Boca do Vento, que oferece uma perspetiva única sobre o rio e a Ponte 25 de Abril.
A cidade tem também um lado cultural e gastronómico a explorar: a Casa da Cerca, dedicada à arte contemporânea, o navio-museu Fragata D. Fernando II e Glória, e a zona ribeirinha de Cacilhas, onde restaurantes e esplanadas junto ao Tejo criam um ambiente acolhedor para qualquer visitante.
A apenas alguns minutos, ao longo da costa, encontra-se a Costa da Caparica — uma cidade costeira famosa pelas suas extensas praias, perfeitas para surf.
Neste roteiro, vou apresentar-te os principais pontos turísticos de Almada, passando por miradouros, monumentos históricos, museus e espaços culturais.

Onde fica Almada?
Almada é um município e cidade portuguesa situada na margem sul do rio Tejo, integrada no distrito de Setúbal e na Área Metropolitana de Lisboa. A sua posição geográfica é estratégica: a apenas alguns minutos do centro de Lisboa, separada por um troço de rio que é atravessado pela icónica Ponte 25 de Abril e por carreiras regulares de ferry entre Cacilhas e o Cais do Sodré.
O território estende-se desde a frente ribeirinha — com zonas históricas como Cacilhas e o Cais do Ginjal — até às praias da Costa da Caparica, voltadas para o Atlântico. Esta dualidade faz de Almada um local que combina, de forma única, a proximidade urbana com paisagens naturais de grande valor.
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Como chegar a Almada?
Chegar a Almada é bastante simples, graças à sua proximidade com Lisboa e à boa rede de transportes públicos e rodoviários.
Por carro
A forma mais direta é atravessando a Ponte 25 de Abril, que liga Lisboa a Almada pela A2.
Por transporte público
- Barco: a ligação mais cénica é feita pela travessia fluvial Lisboa–Cacilhas, a partir do Cais do Sodré. A viagem dura cerca de 10 minutos e oferece vistas incríveis sobre Lisboa e o Tejo.
- Autocarro: há diversas carreiras da Carris Metropolitana que ligam Lisboa a Almada e também à Costa da Caparica.
- Também podes usar os comboios da Fertagus e o Metro Sul do Tejo.

Quando visitar Almada?
Com a proximidade que tem de Lisboa, Almada pode ser visitada em qualquer altura do ano. No entanto, a melhor época para visitar Almada estende‑se desde a primavera até ao verão, quando o tempo é ameno, os dias são mais longos e a costa — especialmente a Costa da Caparica — atrai quem quer aproveitar o sol, o mar e o ambiente descontraído à beira-rio e à beira-mar.
O calendário cultural de Almada oferece motivos extra para planeares a visita. Em julho, o Festival de Almada transforma a cidade numa referência internacional do teatro, com espetáculos, música, exposições e debates. Já entre maio e junho, a iniciativa “Está Tudo em Festa” anima ruas e praças com concertos, marchas populares, gastronomia e fogo de artifício, culminando nas celebrações de São João.
Gastronomia e Restaurantes ao visitar Almada
Almada oferece uma gastronomia rica e diversificada, ideal para todos os gostos — desde sabores tradicionais portugueses até propostas contemporâneas. Não deixes de experimentar especialidades do mar como amêijoas à Bulhão Pato, cataplanas, caldeiradas e marisco fresco, que são símbolos incontornáveis da cozinha local. Para os gulosos, há ainda doçaria regional como Pastéis Al‑Madan, Claudinos e Pastéis de Santo António.
Restaurantes: Atira-te ao Rio, Ponto Final, Tasquinha dos Ramos, Mercado da Romeira.

Onde dormir ao visitar Almada?
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| Alojamento | Pontuação | Localização |
|---|---|---|
| Mercure Lisboa Almada | 8.7 | Almada |
| Almada Villa | 9.2 | Almada |
| Cacilhas Guest Apartments | 9.2 | Almada |
| Casa do Criativo | 9.4 | Almada |
| Crowne Plaza | 8.9 | Costa da Caparica |
| Quinta Tagus | 9.2 | Costa da Caparica |
Almada | O que visitar, ver e fazer?
Finalmente, o que visitar, ver e fazer em Almada. Começo por te deixar um mapa com os principais pontos turísticos a mencionar de seguida.
Mapa com tudo o que visitar em Almada
Visitar o Santuário do Cristo Rei de Almada
O Santuário Nacional de Cristo Rei, inaugurado em 1959, ergue-se num promontório em Almada, a 133 metros acima do nível do rio Tejo. Com um pórtico de 75 metros e uma estátua de Cristo com 28 metros, atinge um total de 110 metros de altura, sendo um dos monumentos mais altos de Portugal. Inspirado pelo Cristo Redentor do Rio de Janeiro, foi construído como símbolo de gratidão pela paz preservada em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial.
A visita pode começar junto à base, onde se encontra a Via-Sacra, composta por 14 estações, e a Capela dos Confidentes, que guarda relíquias como as de Santa Margarida Maria Alacoque e São João Eudes. Um elevador leva ao terraço panorâmico, que oferece vistas de 360 graus sobre Lisboa, a Ponte 25 de Abril e a costa atlântica.







Visitar a Costa da Caparica
A Costa da Caparica é famosa pelas suas praias extensas e versáteis, ideais tanto para surfistas como para famílias e quem procura tranquilidade. Entre as mais procuradas estão a Fonte da Telha, com um cenário natural preservado e um pôr do sol memorável, e a Praia da Morena, com ótimas infraestruturas e ambiente descontraído. A Praia da Riviera oferece um areal amplo e águas límpidas, perfeita para longos passeios ou desporto de praia, enquanto o CDS (Centro Desportivo de Surf) é um ponto de encontro para praticantes de surf e outros desportos aquáticos.
No coração mais autêntico da Costa, a Rua 15 — oficialmente Rua Mestre Adrião — mantém viva a essência de uma comunidade piscatória. Longe do trânsito e do movimento turístico, é um lugar onde as portas se mantêm abertas, as conversas acontecem à soleira e o aroma da cozinha tradicional se espalha pelo ar. Durante as festas populares, como as de São João, a rua transforma-se num vibrante espaço decorado e cheio de vida, preservando tradições que já quase desapareceram noutros pontos da região.
A poucos minutos da frente de praia, encontra-se a Mata Nacional dos Medos, uma reserva botânica com cerca de 340 hectares criada no século XVIII para travar o avanço das dunas. Integrada na Paisagem Protegida da Arriba Fóssil, esta mata é atravessada por passadiços de madeira que conduzem por entre pinheiros e vegetação dunar até miradouros com vistas soberbas sobre o Atlântico. É um passeio tranquilo e acessível, ideal para quem quer complementar um dia de praia com contacto direto com a natureza.
Neste blog tenho um artigo sobre as melhores praias da Costa da Caparica, pelo que aqui não me vou demorar. O mesmo para os passadiços da Mata dos Medos.
1. Praias da Costa da Caparica


2. Rua 15 da Costa da Caparica











3. Passadiços da Mata dos Medos


Visitar o centro de Almada
1. Castelo de Almada e Sítio Arqueológico da Quinta do Almaraz
No centro da cidade, começamos a visita no Castelo de Almada, erguido no ponto mais alto, com origem islâmica e conquistado por D. Afonso Henriques em 1147. Apesar de muito alterado ao longo dos séculos e reconstruído após o terramoto de 1755, continua a oferecer uma perspetiva estratégica sobre o Tejo e Lisboa. Mesmo ao lado, encontramos o Sítio Arqueológico da Quinta do Almaraz, um povoado fortificado do 1.º milénio a.C., ocupado por fenícios e romanos, com vestígios de muralhas e artefactos que atestam a importância comercial da região.


2. Miradouro do Jardim do Castelo de Almada
Saindo do recinto do castelo, entramos no Jardim do Castelo de Almada, um espaço verde que funciona como prolongamento natural da fortificação. Aqui, o miradouro revela uma das vistas mais emblemáticas da cidade — do Cristo Rei ao casario de Lisboa, passando pela Ponte 25 de Abril — e convida a uma pausa antes de prosseguir.




3. Igreja Matriz de Santiago
Descendo a rua, chegamos à Igreja Matriz de Santiago, fundada no século XII e reconstruída após 1755. Ligada à Ordem de Santiago, apresenta no interior talha dourada e azulejaria, refletindo a importância religiosa deste núcleo medieval junto ao castelo.

4. Museu de Almada – Covas de Pão
A poucos passos, o Museu de Almada – Covas de Pão preserva silos medievais escavados na rocha que serviam para armazenar cereais. A exposição “Casas, Covas e Ruas” usa multimédia e jogos educativos para contar a evolução urbana de Almada entre o período islâmico e cristão.



5. Edifício dos Paços do Concelho de Almada
Continuando pelo centro histórico, encontramos o Edifício dos Paços do Concelho, construído a partir de 1795 e concluído em 1832, que já acolheu tribunal, cadeia e serviços administrativos.

6. Igreja da Misericórdia
A poucos metros, a Igreja da Misericórdia mantém a traça maneirista/barroca e guarda peças de arte sacra ligadas à ação caritativa da Santa Casa.
7. Casa da Cerca e Jardim Botânico Chão das Artes
Seguindo em direção à encosta, chegamos à Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, instalada num palacete setecentista com vista sobre o Tejo. O espaço acolhe exposições, residências artísticas e programas educativos, sendo também porta de entrada para o Jardim Botânico Chão das Artes, onde a botânica se encontra com as artes plásticas através de plantas usadas para pigmentos, fibras e papel.














8. Elevador Panorâmico da Boca do Vento e Jardim do Rio
A partir daqui, descemos pelo Elevador Panorâmico da Boca do Vento, que vence 50 metros de desnível numa viagem curta mas com vista privilegiada para Lisboa e o rio. Ao chegar ao sopé, entramos no Jardim do Rio, um espaço ribeirinho perfeito para passear ou descansar antes de continuar.







11. Museu Naval de Almada
Seguindo pela frente de água, encontramos o Museu Naval de Almada, criado em 1991 e dedicado à memória marítima e industrial, com modelos de embarcações e instrumentos de navegação.






12. Cais do Ginjal e Quinta da Arealva
Mais adiante, o caminho leva-nos ao Cais do Ginjal, um passeio emblemático com antigos armazéns, arte urbana e restaurantes virados para Lisboa. Nas imediações, a Quinta da Arealva — com palácio pombalino, jardins e cais fluvial — recorda o passado agrícola e comercial da margem sul.





Visitar Cacilhas
1. Rua Cândido dos Reis
Passando para Cacilhas, começa o passeio por esta rua histórica, que foi o eixo principal de Cacilhas até ao século XIX, antigamente conhecida como Rua Direita. Nesta artéria sente-se ainda a vida local antiga, com tabernas e o bucólico charme de outras épocas.



2. Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso
Logo ali ao lado ergue-se esta igreja de traça pombalina, edificada poucos anos após o terramoto de 1755. Com uma só nave e decoração azulejar de século XVIII, destaca-se pela estética sóbria e pela lenda local associada à sua evocação — diz-se que Nossa Senhora salvou os habitantes de Cacilhas de serem engolidos pelo Rio Tejo.

3. Salgas Romanas de Cacilhas
A poucos passos, encontra-se o sítio arqueológico das salgas romanas, um dos testemunhos mais importantes da presença romana em Almada. Descoberto em 1981 durante obras de saneamento, trata-se de uma fábrica de salga de peixe com tanques industriais que remontam ao período romano imperial.
4. Chafariz de Cacilhas
No Largo de Cacilhas, o modesto mas simbólico Chafariz de Cacilhas foi inaugurado em 1 de novembro de 1874, para resolver as limitações da antiga fonte pública, trazendo água a partir da mina do Ginjal. Era uma infraestrutura vital para os residentes, substituindo o abastecimento precário que existia.

5. Submarino Barracuda
O Submarino Barracuda, inaugurado como museu em 2024, é o submarino mais antigo da NATO, pertencente à classe Albacora, com 42 anos de serviço ativo até 2010. A sua ativação como peça museológica adiciona um forte carácter militar, tecnológico e educativo ao roteiro de Cacilhas.



6. Fragata de D. Fernando II e Glória
Atracada em Cacilhas desde 2008, esta fragata à vela foi o último navio exclusivamente construído para a carreira da Índia. Lançada em 1843, oferece agora uma viagem no tempo enquanto navio-museu — sendo das mais antigas fragatas de guerra ainda existentes. A sua visita permite explorar os modelos de vida e guerra naval do século XIX, contextualizando os mares e os impérios que moldaram a história marítima portuguesa.











7. Clube Náutico de Almada
Continuando o percurso junto ao rio, passa pelo Clube Náutico de Almada, fundado em 1975. Instalado em edifício moderno no Largo Alfredo Dinis, é um importante polo de ensino náutico, com escola de vela disponível todo o ano — ideal para quem quer iniciar-se nesta arte marítima.
8. Farol de Cacilhas
Finaliza o passeio no emblemático Farol de Cacilhas, uma torre de ferro fundido vermelha de 12 metros, inaugurada em 1886 para orientar a navegação, desativada em 1978 e transportada para os Açores, mas regressou em 2009 como sinal patrimonial na margem. Embora não esteja ativo, o farol oferece agora um ponto visual icónico e simbólico da ligação de Cacilhas ao rio e à sua história marítima contínua.



Outros lugares a visitar no município de Almada
1. Antigos Estaleiros da Lisnave
Não esqueças de ir explorar a herança industrial de Almada nos antigos estaleiros da Lisnave, erigidos em 1961 em Cacilhas para modernizar a reparação naval nacional com tecnologia de ponta. Ao longo das décadas foram um dos maiores estaleiros do país, com docas secas gigantescas e capacidade para alojar navios de grande porte, sendo um símbolo da modernização e ambição marítima portuguesa. Hoje, a área abriga cenas urbanas pós-industriais e inspira projetos criativos e culturais que dialogam com o passado naval.






2. Mercado da Romeira
A poucos minutos, encontra-se o Mercado da Romeira, inaugurado em 2018 num antigo armazém de transformação de cortiça da zona da Romeira. Integrado num espaço multimodal de restauração e lazer, possui um pátio-jardim, uma nave interior e dezenas de restaurantes, cafés e espaços de artesanato que combinam memória industrial com design contemporâneo, tornando-se um dos lugares mais vibrantes da cidade.


3. Museu da Cidade de Almada
No coração da antiga Quinta dos Frades, ergue-se o Museu da Cidade de Almada (Casa da Cidade), inaugurado em 2003. O edifício testemunha várias fases da história local — desde a ocupação dominicana medieval até à efervescência política do início da República — e hoje abriga exposições permanentes sobre a identidade do concelho e temporárias sobre o património urbano.








4. Parque da Paz
À entrada da Cova da Piedade, o Parque da Paz, projetado por Sidónio Pardal, ocupa cerca de 50–60 hectares e funciona como o pulmão verde de Almada. Com lagos, clareiras, caminhos sinuosos, fauna autóctone e um Monumento à Paz de José Aurélio, é o espaço ideal para passeios tranquilos, piqueniques ou simplesmente contemplar a natureza — um equilíbrio urbano essencial.

















5. Complexo Municipal dos Desportos de Almada
Um pouco mais adiante, encontras o Complexo Municipal dos Desportos de Almada, equipado para várias modalidades como atletismo, natação e desportos de equipa. Integrado na rede de infraestruturas desportivas do concelho, este espaço reforça Almada como cidade que promove o desporto saudável e o acesso à atividade física para todas as idades.
6. Solar dos Zagallos
Na Sobreda, visita o elegante Solar dos Zagallos, um pequeno palácio do século XVIII recuperado em 1994. Mantendo a traça original, hoje funciona como centro cultural, acolhendo exposições e eventos num ambiente histórico e sereno — ideal para sentir a Almada antiga de forma intimista.













7. Porto Brandão
Segue para Porto Brandão, um antigo porto piscatório e industrial onde surgiram fábricas de conservas, planos inclinados e transportes fluviais. Com vista para Lisboa, mantém um charme de território pausado que está a ser redescoberto por projetos de reabilitação urbana, centros de arte e incubadoras de inovação.



8. Trafaria
A Trafaria, por sua vez, é uma vila piscatória com raízes profundas na atividade marítima e no comércio fluvial. O seu passado é marcado pela presença de um lazareto, construído nos séculos XVI–XVII para quarentena de viajantes e mercadorias, e por uma intensa ligação à pesca e à indústria conserveira. Passear pelas suas ruas estreitas é encontrar vestígios dessa história em fachadas antigas, cais tradicionais e pequenas capelas.






9. Convento e Miradouro dos Capuchos
Para finalizar, sobe até ao Convento dos Capuchos (1558), no alto da Arriba Fóssil da Costa da Caparica. Este convento franciscano simples e rigoroso oferece ainda um dos melhores miradouros da região: vistas sobre a costa, o Estoril, Lisboa e o Atlântico — um encerramento espiritual e natural para este roteiro diversificado.









O que visitar nos arredores de Almada?
1. Visitar o Barreiro
O Barreiro, situado na margem sul do Tejo, tem uma história ligada à indústria e à ferrovia, mas também guarda recantos encantadores para explorar. Passear pela frente ribeirinha permite apreciar uma vista ampla de Lisboa e do rio, especialmente ao pôr do sol, quando as águas ganham tons dourados.
Para os interessados em património, vale a pena visitar o Museu Industrial da Baía do Tejo, que conta a história da atividade fabril da região. O Barreiro é também conhecido pela sua ligação à cultura popular e à música, com vários eventos e festivais ao longo do ano.
2. Visitar Sesimbra
Sesimbra é um destino costeiro com uma mistura perfeita de praia, gastronomia e património histórico. A Praia do Ouro e a Praia da Califórnia oferecem areias douradas e águas calmas, ideais para famílias e para quem gosta de nadar. No topo da vila, o Castelo de Sesimbra oferece vistas deslumbrantes sobre a baía e é um testemunho da presença medieval na região.
A vila é famosa pelo peixe fresco e marisco, com restaurantes junto à marginal que servem pratos típicos como a caldeirada ou o choco frito. Para os amantes da natureza, a proximidade à Serra da Arrábida e ao Cabo Espichel oferece trilhos, falésias e miradouros impressionantes. Sesimbra é também um ponto privilegiado para mergulho, graças às suas águas ricas em biodiversidade.

3. Visitar Azeitão
Azeitão é uma vila charmosa, conhecida pelos seus vinhos, queijos e doçaria. Visitar as adegas locais, como as de José Maria da Fonseca ou Quinta da Bacalhôa, é uma oportunidade para degustar alguns dos melhores moscatéis da região. O centro histórico guarda ruas pitorescas, fontes e chafarizes, como o Chafariz de Azeitão, que dão um toque tradicional à vila.
Além da gastronomia, Azeitão está rodeada por paisagens de vinhedos, tornando-a ideal para passeios tranquilos. A não perder estão as famosas tortas de Azeitão, uma especialidade doce que combina na perfeição com o vinho moscatel. A proximidade à Serra da Arrábida significa que, em poucos minutos, se pode passar da mesa de degustação para uma caminhada em plena natureza.

4. Visitar Palmela
Palmela é uma vila histórica coroada pelo imponente Castelo de Palmela, que oferece uma das melhores vistas panorâmicas sobre o estuário do Sado, a Serra da Arrábida e até Lisboa em dias claros. O castelo, com origens medievais, abriga também a Igreja de Santiago e um pequeno museu. As ruas empedradas e o centro histórico preservam o charme e a identidade cultural da vila.
Palmela é famosa pelos seus vinhos de excelência, especialmente os produzidos nas encostas soalheiras da região. Todos os anos, o Festival do Vinho e da Vindima celebra esta tradição, atraindo visitantes para provar e conhecer o processo de produção. A localização estratégica de Palmela permite facilmente explorar tanto a serra como as praias próximas, tornando-a um ponto central para passeios variados.

5. Visitar Setúbal
Setúbal é uma cidade vibrante, com uma ligação forte ao mar e ao rio Sado. O centro histórico convida a passeios pelas ruas estreitas, onde se encontram praças acolhedoras, como a Praça do Bocage, e o Mercado do Livramento, considerado um dos mais bonitos de Portugal. Daqui, é fácil embarcar para a Península de Troia ou fazer um passeio para observar os golfinhos do Sado.
A gastronomia é um dos pontos altos, com destaque para o choco frito, servido em inúmeros restaurantes típicos. A proximidade ao Parque Natural da Arrábida oferece praias paradisíacas como Galápos, Figueirinha e Portinho da Arrábida. Entre mar, rio e serra, Setúbal é um destino que combina natureza, cultura e sabores num só lugar.

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