Para quem procura saber o que visitar em Benavente, o município apresenta-se como um território marcado pela ligação ao Tejo, pela agricultura e por uma identidade fortemente enraizada nas tradições ribatejanas. Localizado no distrito de Santarém, Benavente inclui freguesias como Samora Correia, Santo Estêvão e Barrosa, com uma paisagem dominada pelas lezírias, montados e zonas húmidas.
A oferta turística, embora discreta, abrange elementos do património histórico, espaços naturais protegidos e equipamentos culturais ligados à memória rural da região. Monumentos como o pelourinho, o cruzeiro e algumas igrejas são pontos de interesse, assim como a Reserva Natural do Estuário do Tejo, que permite contacto direto com a biodiversidade local.
Onde fica o Benavente?
Benavente é uma vila portuguesa situada na sub-região da Lezíria do Tejo, integrada no distrito de Santarém, região do Alentejo. O município localiza-se na margem esquerda do rio Tejo, a cerca de 60 km a nordeste de Lisboa, entre os concelhos de Salvaterra de Magos, Coruche, Montijo e Vila Franca de Xira. Com uma forte componente rural e agrícola, Benavente ocupa uma posição estratégica entre o litoral e o interior ribatejano.
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Como chegar a Benavente?
Benavente é acessível por estrada, principalmente através da autoestrada A10, que liga o município à A1 (Lisboa–Porto) e à A13, facilitando a ligação tanto a Lisboa como ao norte e ao sul do país. A partir da capital, a viagem de carro demora aproximadamente 45 minutos. Embora não tenha ligação ferroviária direta, a vila é servida por várias linhas rodoviárias, com autocarros regulares a partir de Lisboa (Campo Grande), operados por empresas como a Rodoviária do Tejo.
Quando visitar Benavente?
Ao considerar o que visitar em Benavente, é importante ter em conta a época do ano. A primavera (março a maio) e o outono (outubro a novembro) oferecem temperaturas amenas e boas condições para explorar o centro histórico, as lezírias e os espaços naturais do concelho.
Benavente acolhe ao longo do ano diversos eventos que reforçam o seu carácter cultural e comunitário. Em junho, realiza-se a Festa da Amizade – Sardinha Assada, que atrai milhares de visitantes com largadas de toiros, música e distribuição gratuita de sardinhas, pão e vinho. No início de agosto, destacam-se as Festas em Honra de Nossa Senhora da Paz, com procissões, concertos e fogo de artifício. A Feira de Benavente (em setembro), é outra alternativa.
Gastronomia e Restaurantes ao visitar Benavente
A cozinha de Benavente reflete a tradição ribatejana, com pratos ligados ao campo, ao Tejo e às raízes agrícolas da região. Destacam-se especialidades como o cozido de carnes bravas, torricado, açorda de sável, migas com entrecosto ou bacalhau, ensopado de enguias, enguias fritas, além de doces típicos como arroz doce, bolo podre e bolo de chocolate. O torricado, por exemplo, é um prato simples que surgiu como maneira de aproveitar pão duro aliado ao bacalhau, preparando-se sobre brasas — nos festivais locais, como o Festival de Gastronomia da Lezíria Ribatejana, é comum a realização da “festa do torricado com bacalhau”.
Restaurantes: O Gasolinas, Santo Gula, O Miradouro, Montagreste.
Onde dormir ao visitar Benavente?
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| Alojamento | Pontuação | Localização |
|---|---|---|
| Benavente Vila Hotel | 8.5 | Benavente |
| Country Club – Sto Estevao | 9.4 | Benavente |
Benavente | O que visitar, ver e fazer?
Finalmente, o que visitar, ver e fazer em Benavente. Começo por te deixar um mapa com os principais pontos turísticos a mencionar de seguida.
Mapa com tudo o que visitar em Benavente
Visitar o centro de Benavente
1. Parque 25 de Abril e Igreja de Nossa Senhora da Paz
O passeio por Benavente pode começar no Parque 25 de Abril, um espaço arborizado e tranquilo que convida a uma pausa ao ar livre. Aqui encontra-se também a Igreja de Nossa Senhora da Paz, reconstruída após o sismo de 1909 e atual centro religioso da vila, evocando a fé e a identidade da comunidade local.


2. Museu Municipal de Benavente
A poucos minutos, encontra-se o Museu Municipal de Benavente, instalado num edifício do século XVIII. O acervo etnográfico do museu oferece uma visão abrangente sobre o quotidiano ribatejano, com peças ligadas à agricultura, ao artesanato e à vida popular da região.
3. Fonte do Golfinho
Continuando a pé, surge a discreta mas simbólica Fonte do Golfinho, uma das várias fontes históricas que pontuam o espaço urbano, evocando o antigo abastecimento de água e o valor estético destes elementos no traçado da vila.

4. Praça do Município e Pelourinho de Benavente
Chegando à Praça do Município, o olhar é inevitavelmente atraído pelo Pelourinho de Benavente, símbolo do poder municipal e da autonomia local. Reconstruído em meados do século XX, mantém a ligação entre a história e a vida cívica da vila.

5. Parque Ribeirinho de Benavente
Seguindo em direção ao rio, o Parque Ribeirinho de Benavente oferece uma área de lazer bem cuidada, ideal para descansar ou caminhar junto ao rio Sorraia, com zonas verdes, bancos, café e estrutura para famílias e crianças.






6. Cruzeiro do Calvário de Benavente
Nas imediações, o Cruzeiro do Calvário destaca-se pela sua localização elevada e vista ampla sobre a paisagem envolvente. Este marco religioso, datado de 1644, está associado à tradição do Calvário e serve hoje como miradouro privilegiado.


7. Fonte de Santiago
Retomando o centro da vila, é possível passar pela Fonte de Santiago, mais um elemento da rede de fontes históricas. Integrada no espaço público, continua a funcionar como ponto de referência no tecido urbano.

8. Biblioteca Municipal de Benavente
A poucos metros, a Biblioteca Municipal de Benavente surge como um espaço cultural ativo. Além da leitura, acolhe exposições temporárias e encontros comunitários, sendo uma extensão viva da vida cultural da vila.

9. Praça da República de Benavente
A Praça da República, situada numa zona central, é outro espaço de encontro e circulação. Rodeada por comércio e edifícios administrativos, articula a mobilidade local com o quotidiano de residentes e visitantes.

10. Igreja da Misericórdia de Benavente
Seguindo o percurso, a Igreja da Misericórdia de Benavente, de fundação medieval, apresenta interiores marcados por azulejaria dos séculos XVII e XVIII, incluindo painéis provenientes do extinto Convento de Jenicó.

11. Fonte de Santo António
Nas redondezas, a Fonte de Santo António completa o conjunto das fontes históricas visitáveis, valorizada tanto pela sua simplicidade como pelo contexto histórico que representa.

12. Núcleo Museológico Agrícola de Benavente
Para fechar o percurso, o Núcleo Museológico Agrícola de Benavente, instalado no antigo matadouro municipal, convida a mergulhar no universo rural da região. A exposição permanente “Calendário Agrícola” retrata os ciclos da vida no campo, os utensílios usados e a cultura associada ao trabalho agrícola.
Visitar Samora Correia
1. Jardim do Largo Professor João Fernandes Pratas
Este jardim central, com o seu coreto e zonas de descanso, é um excelente ponto de partida para explorar Samora Correia. Situado junto ao mercado e a pequenas lojas locais, oferece um ambiente acolhedor e familiar, ideal para começar o dia com calma e observar a vida quotidiana da vila.

2. Igreja de Nossa Senhora da Oliveira
A poucos passos do jardim, ergue-se a Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, construída no início do século XVIII. A fachada simples contrasta com o interior ricamente decorado, onde se destacam os painéis de azulejos e as representações do Apóstolo São Tiago. É um dos marcos religiosos mais significativos da freguesia.

3. Palácio do Infantado
Mesmo nas proximidades, encontra-se o Palácio do Infantado, um elegante edifício do século XVIII que acolhe atualmente o posto de turismo local. No seu interior, funcionam exposições temporárias que revelam a história, a cultura e a identidade de Samora Correia e da região envolvente.

4. Igreja da Misericórdia de Samora Correia
Continuando o percurso pelo património religioso, a Igreja da Misericórdia, de origem quinhentista, revela-se como uma verdadeira cápsula do tempo. No interior, ainda se conservam azulejos antigos, retábulo em talha dourada e elementos que testemunham séculos de devoção e cuidado patrimonial.
5. Parque Ribeirinho de Samora Correia
Seguindo em direção às margens do rio Almanso, o Parque Ribeirinho oferece uma área verde bem cuidada, ideal para caminhadas ou uma pausa à sombra. Conta com zona de merendas, parque infantil e uma pequena esplanada, sendo também espaço habitual para eventos comunitários e momentos de lazer ao fim de semana.
6. Companhia das Lezírias
Para terminar o percurso, nada melhor do que uma visita à Companhia das Lezírias, situada a curta distância da vila. Fundada no século XIX, esta é a maior exploração agroflorestal do país e um exemplo de gestão sustentável. Aqui é possível participar em provas de vinho, visitas guiadas ou simplesmente apreciar a paisagem única da lezíria ribatejana.
O que visitar nos arredores de Benavente?
1. Visitar Salvaterra de Magos
Localizado a leste de Benavente, Salvaterra de Magos é um município com forte ligação à realeza portuguesa, já que aqui se situava o antigo Paço Real, hoje parcialmente preservado. O município destaca-se também pela tradição tauromáquica, os campos de arroz, a arte xávega no Tejo e a produção agrícola. O seu centro urbano é tranquilo, com património religioso e edifícios históricos de interesse.
Salvaterra também alberga o Falcoaria Real, um dos poucos espaços na Europa dedicados exclusivamente à prática da falcoaria, classificada como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Este equipamento cultural combina tradição, biodiversidade e turismo sustentável, tornando o município num excelente destino para quem aprecia história, natureza e experiências educativas.
2. Visitar Coruche
A sul de Benavente, Coruche afirma-se como a “Capital Mundial da Cortiça” e é um território marcado pelo montado e pela simbiose entre natureza e produção. O centro da vila é acolhedor, com edifícios típicos, igrejas e museus que ilustram a ligação da comunidade ao campo e à floresta. O Museu Municipal é particularmente interessante, com exposições sobre a cortiça, a tauromaquia e a vida rural.
A Reserva Natural do Montado de Sobro e Cortiça e o miradouro da Ermida de Nossa Senhora do Castelo proporcionam vistas panorâmicas e contacto direto com a paisagem alentejana. Coruche é também conhecida pelo seu Festival da Cortiça e pela prática de desportos náuticos no rio Sorraia, sendo um destino versátil para cultura e natureza.
3. Visitar Vila Franca de Xira
A oeste de Benavente, já na margem direita do Tejo, Vila Franca de Xira é um município com forte identidade ribatejana. Famosa pela sua ligação à festa brava, acolhe eventos como a “Semana da Cultura Tauromáquica” e o tradicional “Colete Encarnado”. O centro urbano mistura o antigo e o moderno, com espaços culturais como o Celeiro da Patriarcal, o Museu Municipal e várias igrejas históricas.
Além da dimensão cultural, o município valoriza a natureza através do Parque Linear Ribeirinho do Estuário do Tejo, que liga Vila Franca à Póvoa de Santa Iria. Este parque é ideal para caminhadas, ciclismo ou observação de aves, oferecendo uma ligação contínua entre a frente ribeirinha e a identidade local.

4. Visitar o Montijo
Do outro lado da Ponte Vasco da Gama, a sudoeste de Benavente, encontra-se o Montijo — município marcado pela sua frente ribeirinha, tradição agrícola e desenvolvimento urbano recente. A cidade apresenta um núcleo histórico interessante, com edifícios baixos, a Igreja Matriz e espaços culturais como o Museu Municipal e a Galeria Municipal.
Montijo tem também uma ligação forte à tauromaquia, à floricultura e à gastronomia local. A zona ribeirinha é cada vez mais valorizada com zonas de lazer, restaurantes e vista para o Tejo. É um destino versátil que equilibra tradição, dinamismo urbano e boa acessibilidade.
5. Visitar Almeirim
A norte de Benavente, Almeirim é conhecida pela gastronomia — especialmente pela sopa da pedra — mas tem também um património cultural significativo. A cidade possui monumentos como a Igreja Matriz, a Capela da Santa Casa da Misericórdia e o imponente Palácio da Quinta da Alorna. O centro histórico é organizado e fácil de explorar a pé.
Além da boa mesa, Almeirim tem uma forte tradição vinícola e uma ligação estreita à agricultura ribatejana. É uma excelente escolha para uma escapadinha cultural e gastronómica, combinando bem com visitas a adegas locais, parques urbanos e eventos como as festas do concelho em agosto.
6. Visitar Santarém
A cerca de 45 km a norte de Benavente, Santarém é uma das cidades mais importantes do Ribatejo, conhecida como a “Capital do Gótico” devido ao vasto conjunto de igrejas e monumentos deste estilo arquitetónico. No centro histórico, destacam-se a Igreja da Graça, a Igreja de Santa Clara, e o Convento de São Francisco. O Jardim das Portas do Sol oferece uma vista deslumbrante sobre o vale do Tejo, ideal para um passeio ao fim da tarde.
Santarém é também um polo cultural ativo, com museus como o Museu Diocesano e o Centro de Interpretação do Património, além de mercados e feiras locais com produtos agrícolas, artesanato e gastronomia típica. A cidade organiza a Feira Nacional da Agricultura e vários eventos ligados à tradição ribatejana, sendo um excelente destino para combinar história, cultura e sabores regionais.

7. Visitar Azambuja
Situada a oeste de Benavente, já na margem direita do Tejo, Azambuja é um município com forte identidade ligada à agricultura, à cultura tauromáquica e à produção vitivinícola. O centro da vila é pequeno, mas tem edifícios históricos, igrejas e espaços ligados à vida rural. A Feira de Maio, uma das mais antigas do país, atrai milhares de visitantes com largadas de toiros, folclore e gastronomia típica.
Para além da tradição, Azambuja oferece trilhos rurais e ribeirinhos para passeios a pé ou de bicicleta, bem como zonas de vinha e olival que mantêm viva a herança agrícola da região. A localização entre o Tejo e a lezíria proporciona paisagens amplas e tranquilas, ideais para quem procura uma escapadinha autêntica fora dos centros urbanos.

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